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09/11/17

Oficina | Criação Artística: palavras e movimentos | 7 e 21 de Novembro | 10h00 às 11h00 | Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro | Angra do Heroísmo


Oficina de criação artística: palavras e movimentos

Data: 21 de novembro
Hora: 10:00 às 11:00
Local: Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro
Público-alvo: do pré-escolar ao 4ºano
Inscrição prévia

A Direção Regional da Cultura, através da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro promove uma oficina onde os movimentos se aliam às palavras. As palavras, o tom de voz e a linguagem corporal são os três pilares que formam o “Círculo da Comunicação”. Isto leva-nos a crer que “O corpo fala por nós”. Será?
Nesta atividade, as crianças serão levadas a descobrir os segredos da expressão do corpo através de movimentos coordenados entre si, realizados a pares ou em grupo.
Os interessados devem fazer inscrição através do seguinte contato telefónico: 295 401 000.

14/08/14

27/05/14

Festival Fringe 2014 | 9 de Junho | Alpendre


O Teatro Alpendre, na cidade de Angra do Heroísmo, Terceira, é anfitrião do primeiro evento na ilha no calendário do Fringe.

Segunda, 9 de Junho pelas 21h30 convidamos para se juntar a nós.
Terry Costa, diretor-artístico da MiratecArts, associação organizadora do Azores Fringe Festival, estará presente para falar da rede internacional que é o Fringe, apresentar a curta "Atlantes", que foi realizada no primeiro ano do festival e ainda haverá um concerto com Maria Margarita (Bélgica) "ao ritmo do Ying & Hang".
Se és artista, fazes parte da comunidade cultural artística da ilha, ou tens interesse nas artes, não percas este evento. Entrada gratuita.
Vamos ao Fringe! www.azoresfringe.com 

31/03/09

LABART



A Residência Artística, denominada LABART, tem o seu período de inscrição de 2 a 23 de Abril e é aberta a todos os jovens dos Açores, dos 16 aos 35 anos. A LABART terá um limite máximo de 21 participantes, por ordem de inscrição, e incidirá sobre as áreas de TEATRO, AUDIOVISUAIS e DANÇA, sendo a formação ministrada por Valter Peres, Pedro Zaz e João Evangelista, respectivamente.

A residência LABART decorrerá do dia 1 a 3 de Maio de 2009, e será realizada na Pousada da Juventude de Angra do Heroísmo (São Mateus), no Forte de São Mateus e no Negrito.

Os participantes (residentes na ilha Terceira ou noutras ilhas) ficarão alojados na Pousada da Juventude enquanto decorrer a residência. Serão atribuídas bolsas de participação que incluem a alimentação, a estadia e comparticipação nas viagens aéreas dos participantes.

Pedimos divulgação junto dos alunos do ensino secundário.

Para mais informações, contactar:

Associação Cultural Burra de Milho

Tel: 916423836

burra.de.milho@gmail.com

burrademilho.blogspot.com



ÁREA DE TEATRO

Formador – Valter Peres

Nota biográfica

Valter Manuel Linhares Peres é funcionário público de profissão, e tem estado desde sempre interessado em actividades ligadas ao Teatro.

Desde muito cedo começou a participar em peças de Teatro, quer em actividades como a catequese, quer em cursos de talentos, muito usuais nos anos 70 e 80.

A partir dos finais de 80, e já com 18 anos de idade, participou numa peça de Teatro do Alpendre encenada por Rui de Matos, e desde então abraçou definitivamente o Teatro, embora num registo amador, percorrendo diversos projectos.

Com a participação em 37 peças de Teatro, enquanto actor e/ou encenador em projectos como o Teatrinho, A Teia, Alpendre ou Veia Tola.

Em televisão participou em Garrett, série produzida para o canal 1 da RTP por Francisco Manso.



ÁREA DE VÍDEO / AUDIOVISUAIS PARA TEATRO - DANÇA

Formador – Pedro Zaz

Nota biográfica

Pedro Zaz é um artista em Novos Media que também trabalha internacionalmente como consultor de vídeo e performances interactivas. O seu trabalho abrange: projecções de vídeo urbanas, club-VJ, produção musical e audiovisual, Web e arte interactiva.

http://vjzaz.synthasite.com/



ÁREA DE DANÇA

Formador – João Evangelista

Nota Biográfica

Aos 21 anos de idade, e após ter trabalhado na área do teatro, João Evangelista passa a trabalhar com a Bomba Suicida e a estudar no Centro em Movimento, no programa de formação intensiva, guiado por Sofia Neuparth, Howard Soneklar e Amélia Bentes.

Aos 23 entra no European Dance Development Center onde trabalhou com Mary Fulkerson, Eva Karzac, Tony Tatcher, Ester Galz, Angus Balbernie entre outros.

Aos 24 trabalha em Amsterdão e em Berlim como bailarino com Kenzo Kusuda (Emio Greco/Saburo Tashigavara Cie.) e Nora Heilman, como actor-performer com Zhana Ivanova, James Becket no campo das artes visuais e performance art nas galerias De Appel e Ellen DeBruijn Projects, Amsterdão, entre outros.

Em 2006 é seleccionado para participar na 4º. Mobile Akademie em Varsóvia, programada por Hanna Hurtzig. Estuda com Xavier LeRoy o corpo anoréxico e espaço internos.

Em 2008 estagia como assistente de direcção com Tim Etchells em Sheffield, Inglaterra e Bergen, Noruega e com Edit Kaldor em Amsterdão, Holanda, e termina a SNDO com o projecto final ‘The End Must Go On’, nos teatros Kikker, em Utrecht e Melkweg, em Amesterdão.
A



30/05/08




SWAP, de Tiago Dionísio, Rudolfo Quintas e João Costa
Fotografia de Andreia Pinto Sousa
http://www.swap-project.com/


Ícones, de Victor Hugo Pontes
Fotografia de Susana Neves

http://www.victorhugopontes.blogspot.com/

XIII edição da Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo
Puglia - Bari - Itália
22 a 31 de Maio 2008


Dá uma espreitadela aqui




10/04/08



Pequena Ode Artística



Há toda uma paisagem intacta.

A Primavera instalou-se. Traz consigo uma mão-cheia de nomes que florescem, estão prontos a colher, e a sociedade açoriana precisa saber quem são, porque estes são os artistas cujos projectos foram seleccionados no âmbito da 1ª edição do Concurso Labjovem – Jovens Criadores Açores (
http://www.labjovem.pt/).

Anuncia-se então uma nova geração de artistas açorianos, nas áreas de artes plásticas, fotografia, ilustração, design gráfico, performance, teatro, música, literatura e vídeo:

BRUNO MONIZ, CAROLINA GOMES R., CAROLINA RAPOSO, CÁTIA GUIMARÃES, DANIEL GONÇALVES, EMANUEL PAQUETE, FILIPE ROCHA, GUALTER DO COUTO, HELENA RAPOSO, JOANA PAULA PACHECO DIAS, JOÃO PAULO TAVARES BORGES, JUDITE MARIETA CANHA FERNANDES, LAURA BRASIL, LUÍS FILIPE BICUDO, LUÍS PEIXOTO, MARIA SIMÕES, MÁRIO RAPOSO, MIGUEL BERNARDO, PATRÍCIA PERPÉTUO, PAULO FREITAS, PEDRO FERREIRA, RAFAELA COELHO, RAQUEL OURIQUE FERNANDES, RUI PEDRO SANTOS, SORAIA BETTENCOURT, TERESA GENTIL E TIAGO GONÇALVES.

Quando a Associação Cultural Burra de Milho (BdM) erigiu este projecto, com o apoio da Direcção Regional da Juventude, o objectivo nuclear consistiu em estabelecer o Concurso Labjovem como uma plataforma para novos criadores nos Açores, alicerçada em dois vectores: a difusão e a produção culturais, esta última vocacionada para a contemporaneidade.

Os resultados deste concurso vão materializar-se através da realização da Mostra Labjovem 2008, composta por quatro componentes (exposição de artes plásticas, fotografia, ilustração e design gráfico, espectáculos de música, performance e teatro, mostra de vídeo e café literário), que se estenderá pelos três vértices do nosso sistema arquipelágico.

Estes jovens artistas têm tanto para dizer. Pedimos que os escutem, para que, tal como enfatizámos num pequeno manifesto difundido aquando do lançamento deste projecto: “(…) as novas gerações de artistas possam também apropriar-se do mundo e das ilhas que os viu respirar e crescer.”, e assim perpetuar o legado cultural das futuras gerações, porque isso só enriquece a cultura açoriana.

É por isso que temos a obrigação de enunciar o nome de todos em voz alta, para que a sociedade açoriana saiba quem eles são: não só enformam essa massa humana, como é também dela que eles se ergueram.

Enfatizámos igualmente naquele texto que “O que se pretende é que o nosso tempo e o nosso espaço reflictam esta diversidade cultural e pluralidade de expressões artísticas que enformam a nossa identidade cultural, para que a sociedade se renove e se assegure a vitalidade artística.”, e também para que se consubstancie uma verdadeira unificação cultural e identitária das ilhas que vivem separadas pelas águas. Aproveitamos para partilhar um apontamento que deixaram no nosso blogue, porque também nos revemos nele: "Que seja um movimento também libertador, que nos permita sair do nosso contexto geográfico e olhar a linha do mar, longe, e não a linha de perímetro de cada ilha. A arte também serve para tornar o mundo um sitio melhor, porque o torna, sempre, mais bonito!"

A todos estes jovens artistas, e a todos os que concorreram ao Concurso Labjovem, o nosso muito “obrigado”, não só por terem acreditado em nós, uma associação cultural que só recentemente completou um ano de existência, mas por terem tido a audácia e a ousadia de “revelarem” o seu rosto.

Estas paisagens que cada uma das ilhas comporta não são estáticas, há todo um leque de paradigmas, manifestações e de sensações que elas aspiram absorver, conter e respirar. Jovens artistas é com todo o prazer que vos denunciamos ao mundo!


Associação Cultural Burra de Milho



08/04/08



HEI! Vitra Design Museum organiza Workshops de Verão em Domaine de Boisbuchet




Pelo 12.º ano consecutivo, o Vitra Design Museum, em colaboração com os seus parceiros franceses C.I.R.E.C.A. e Centro Georges Pompidou, vai organizar Workshops de Verão dirigidos por profissionais consagrados internacionalmente nas áreas do design, arquitectura e transdisciplinaridade. Os cursos, destinados a estudantes destas áreas artísticas, decorrem de Maio a Setembro na região de Domaine de Boisbuchet, no sudoeste francês.
O objectivo destes workshops não é a criação de objectos de design "perfeitos", mas sim oferecer meios que permitam aos participantes compreender os processos criativos envolvidos na criação artística desses objectos de design e, ao mesmo tempo, proporcionar-lhes o contacto directo com profissionais que os incentivem a desenvolver a sua capacidade racional, criativa e destreza manual, através de desafios concretos e exercícios de vertente muito prática. O Programa conta com a apresentação dos workshops "Theme", pelo designer italiano Fabio Novembre; "Air made visible", pela designer japonesa Tomoko Azumi; "Creation is a serious Play", pelo designer indiano Satyendra Pakhalé; "My lovely walking stick", pelo designer espanhol Héctor Serrano, entre outros. Para além dos workshops, o programa prevê, também, sessões de leitura e debates, entre outro tipo de actividades de lazer que a região idílica de Domaine de Boisbuchet proporciona, com os seus vastos campos relvados e lagos privados que convidam ao "jogging", às caminhadas e à natação. Os interessados em participar nos Workshops de Verão em Domaine de Boisbuchet, poderão obter a ficha de inscrição e consultar o programa completo bem como os detalhes acerca das condições de participação em http://www.boisbuchet.org/content/view/12/356/lang,en/.

Vitra Design Museum Workshops Charles-Eames-Str. 1 D-79576 Weil am Rhein T. +49-(0)7621-702 35 74 F. +49-(0)7621-702 46 39 workshops@design-museum.de info@boisbuchet.org






HEI! RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS PARA JOVENS CRIADORES



Depuis dix-sept ans, les Pépinières européennes pour jeunes artistes favorisent et soutiennent la promotion et la mobilité des jeunes artistes en Europe. Elles lancent aujourd’hui leur programme de mobilité 2008-2009.
Pour ce programme, plus de 30 résidences sont accessibles entre septembre 2008 et septembre 2009, représentant autant d’opportunités à saisir pour construire des projets pluriels et rencontrer de nouveaux publics.
Ce programme est ouvert à de jeunes artistes de tous domaines d’expression âgés de 18 à 35 ans, originaires ou travaillant dans un des pays partenaires. Il est dédié à une jeune génération d’artistes particulièrement mobiles et sensibles aux contextes humains, sociaux et économiques qui les entourent, opérant des croisements fertiles entre les disciplines et les pratiques artistiques.
Le programme de mobilité 2008-2009 assure le lien entre mapXXL et sa prochaine édition, qui couvrira l’ensemble de la scène artistique européenne, incluant également de nouveaux pays comme la Turquie et l’Islande et s’ouvrant, notamment avec l’Asie, à de nouveaux continents.
A partir de cette année, l’inscription et la constitution du dossier de candidature se font exclusivement en ligne sur le site Internet. Vous y trouverez également toutes les informations relatives au programme de mobilité 2008-2009.
La date limite pour le dépôt des candidatures est fixée au 15 mai 2008.
Le site internet est http://www.art4eu.net/ (informações disponíveis em outras línguas neste site)



25/03/08




Amphitheatrum – Ass. Artepalco
ENTRE PAREDES

27, 28 e 29 Março
21h30
Teatro Ribeiragrandense

encenação Elisa Gomes
música Teresa Gentil,

interpretação
Andreia Rosa, Blu Gomes, Cristina Câmara, Fátima Sousa, João Matias, Margarida Benevides, Nuno Pequeno, Romena Laranjeira, Rui Oliveira, Zé Jorge, Zé Melo

textos
Nelson Rodrigues, Lucas Pires, Isabel Medina, Raul Brandão, Jorge Letria, Ricardo Hofstetter

Peça psicológica. Retrato de vivências mundanas.
Todas as pessoas são capazes de actuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar. Aprendemos através da experiência, e ninguém ensina nada a ninguém.
ES TU QUE ESTÁS EM CENA…. ! Tudo é novo! Tudo é diferente! A vida mostra-te outra realidade. À tua volta, tudo gira a alta velocidade. Tudo é estranho....Há em ti uma carga de ansiedade! Um desejo de fugir! Do teu rosto cai uma lágrima... uma lágrima de medo... medo da solidão... medo de fracassar....



16/03/08





Imagem Projectada

Toco os tons esbatidos
de um rosto longíquo
Articulo os sons remanescentes
da memória da carne
por entre veleiros
num cais então de chegada

Projecto
a imagem do ser que nunca foi
o final incluso

deposito-os nas águas claras



[Prémio nacional de poesia de Fânzeres]
Informações adicionais no post inserido a 6.3.2008
(Post Scriptum: obrigada pelo livro enviado à BdM)




06/03/08


{MARTA DUTRA RECEBE
O PRÉMIO NACIONAL DE POESIA
DE VILA DE FÂNZERES
}

Marta Dutra, natural da Horta - Açores, recebeu o Prémio Nacional de Poesia de Vila de Fânzeres - 17ª edição, com a obra: Vago- o Olhar.Escritora Faialense, a residir em Aveiro. Esta é a sua primeira obra publicada.A apresentação do livro decorreu no dia 29 de Fevereiro.


NA ZDB/LX

Sábado 08 de Março às 23h
o_espaço_é_o_lugar_sessions
Rafael Toral (PT) Aquaparque (PT)




Rafael Toral: Nome incontornável na área das novas electrónicas, Rafael Toral regressa à ZDB para apresentar pela primeira vez em público 'Space Study 4', peça a solo para sintetizador modular e parte integrante do cada vez mais celebrado Space Program, projecto que propõe um estudo aprofundado em instrumentos electrónicos segundo os princípios orientadores do jazz.
+ Info: myspace + Info: site + Info: space study 3 ao vivo na zdb + Info: space study 2
Aquaparque: Duo de André Abel (dos Tropa Macaca) e Pedro Magina (anteriormente nos Dance Damage, por onde Abel também andou) em estreia na ZDB, Aquaparque actualiza o esqueleto estético da no-wave nova-iorquina (principalmente Suicide, mas também os Material do início ou os DNA de Arto Lindsay) incorporando-o como pouquíssimas vezes se tem ouvido por cá numa espiral de som absurdamente novo, com uma clareza identitáriaentusiasmante, a querer dizer que esta malta tem muitas ideias e muita coragem. À porta devem encontrar à venda o cd-r 'Aquaparque', renovado ponto de partida do psicadelismo-quase-noir pensado em português, para ouvir obsessivamente e guardar lá em casa ao lado das melhores edições dos Excepter.+ Info: myspace
Entrada: 6 €

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Terça 11 de Março às 22h
free_your_mind_and_your_mind_will_follow_sessions
Silver Apples (US) Coclea (PT)




Silver Apples
Dos maiores visionários do final dos anos 60 (e isto é dizer MUITO), os Silver Apples têm servido como influência para gerações de músicos. Dos Suicide nos 70s, aos Spacemen 3 (no particular de Pete Kember/Spektrum) nos 80s, à geração dos 90s constituída por bandas como os Stereolab, Laika ou Broadcast, a um par de décadas de música de dança. Contudo, como de costume, à época, poucos lhes deram a atenção devida e o respeito merecido pelo trabalho absolutamente pioneiro (a vários níveis, não só estéticos) que faziam, só chegou muito mais tarde. Apesar de regularmente terem reacções verdadeiramente violentas à sua música e de terem pertencido a uma editora que sempre complicou e nunca compreendeu, a grandeza, pureza e inocência de objectivos, almejamentos e sentidos, permaneceu até ao primeiro (e mais marcante) fim do projecto, em 1970, após nem meia década de intensíssimo trabalho, dois discos e centenas de actuações por toda a América.
Ciente das revoluções de Ornette Coleman ou Sun Ra, Simeon Coxe, o mentor dos Silver Apples, deu por si, ainda por volta de '63, a tocar com uma banda de músicos do Harlem, todos de passado e presente ligado ao bluegrass. Terão sido essas melodias, provenientes da folk norte-americana, um dos elementos mais tocantes e originais da banda. É como se ouvíssemos Woody Guthrie ou Charley Patton no espaço sideral a falarem sobre o que vêm à volta, em melodias de natureza tão simples quanto universal. Paralelamente a isto, Simeon, integradíssimo na Nova Iorque da década de 60, tanto bebia copos com DeKooning, ou com os maiores do movimento de pintura abstracta, como acabava por contactar com a Œintelligentsia¹ de Greenwich Village e arredores da poesia contemporânea da altura (várias letras dos dois primeiros discos dos Silver Apples, são inclusivamente escritas por algumas destas figuras), factores que deverão ter contribuído de forma substancial para a cabeça do rapaz estar constantemente a fervilhar. Às vezes é mesmo preciso estar no centro do Universo das ideias para se fazer uma revolução.
Porém, eventualmente o lado mais inédito da banda terá sido a incorporação de electrónica avançada num contexto de música pop. Praticamente um exclusivo de departamentos de som em universidades tanto americanas como europeias, regra geral cedidos aos experimentadores da época (como Ussachevsky e Babbit em Columbia, que andavam ali por perto), tratava-se de material extremamente caro e apenas existente fora da circulação comercial mais massificada. A abordagem 100% DIY que Simeon teve à construção de uma gigantesca parafernália de maquinaria, de osciladores a sistemas de pedais, que muitas vezes tinham que ser soldados cada vez que pisava um palco, é completo punk rock. Se a isto juntarmos o facto de Simeon não saber uma única nota de música, o auto-didactismo é ainda mais mirabolante - em vez de tocarem uma música, por exemplo, em dó, os Silver Apples tocavam músicas a partir de uma série de ligações de máquinas e circuitos que correspondiam a uma cor, pelo que os temas eram tocados em 'azul' ou 'amarelo'; o baterista Danny Taylor, criador de inúmeros e memoráveis breaks e beats, verdadeiro virtuoso, montava dois kits de bateria, com cada tarola e timbalão afinado de acordo com as músicas do reportório da banda. Coxe, por cima disto tudo, por não ter mais mãos para todos os sintetizadores de que necessitava para fazer a sua música, criou ainda um sistema de pedais, com o qual controlava os osciladores que emitiam frequências e melodias mais graves.
'Silver Apples' e 'Contact', os dois primeiros álbuns da banda, foram objectos muito mal promovidos e distribuídos pela Kapp Records, mas que conseguiram, apesar de tudo, alguma exposição à banda, que andou por toda a América a dividir palcos com vários luminários da época: dos Fugs, a Allen Ginsberg ou Normal Mailer no Fillmore East em São Francisco, aos Blue Cheer a mandarem abaixo a casa e embora o público com a sua muralha de amplificadores. Dividiam, às tantas, o mesmo estúdio com Jimi Hendrix (a quem Simeon chamava "Mr. Experience"), e tocaram a sua peça 'Moon Teem' num concerto gratuito no Central Park, que passava imagens em directo num ecrã gigante de Neil Armstrong a pôr o primeiro pé humano na lua, enquanto dezenas de milhares no público choravam e se abraçavam numa noite de chuva intensa (reza a lenda). Com um agente megalómano já com dezenas de milhares de dólares de dívidas e imensas encrencas legais, a banda dava o último concerto na sua primeira encarnação oficial em 1970.
30 anos volvidos após o desmembramento da banda, Simeon Coxe voltava aos palcos com uma nova formação, em trio, acordando em surpresa para um mundo de criativos que tinha vindo a influenciar fazia décadas. O terceiro disco de originais dos SIlver Apples, perdido à época devido a uma enorme confusão de transição de material em armazéns, foi finalmente editado, e Simeon regressou ao trabalho. Contudo, há pouco menos de uma década, um grave acidente de viação colocou em causa a vida do músico e, subsequentemente, o seu trabalho criativo. Paralelamente a isto, o baterista Danny Taylor faleceu em 2005, pelo que planos futuros para o grupo pareciam completamente fora do horizonte.
+ info Site +info myspace + info vídeo: + info vídeo:

Coclea
Responsabilidade de Guilherme Gonçalves, Coclea é dos mais meritórios projectos a sair de Portugal no último par de anos. Ritualista de alma inteira, Gonçalves esculpe, com o seu manancial de instrumentação e aparelhómetros cósmicos, paisagens e realidades abstractas, a sua visão própria do trilho para a libertação espiritual, a fuga das formas, o encontro do eu com o metafísico, a libertação do momento em que a ascese se torna rebentamento e os seres voadores voltam ao espaço.
Já com dois lançamentos de tiragens pequenas, uma em regime de edição de autor, outro pelo centrão barreirense Searching Records, Gonçalves prepara-se para lançar o seu primeiro disco com maior circulação pela Ruby Red, fundamental sede lusitana para alguma da mais vital música marginal do Ocidente e arredores. Nós, que já tivemos a fezada de o ouvir, fazemos jura de escuteiro que se trata de um maravilhoso exemplo acabado de arquitectura de trip, faseado com o ritmo dos pacientes e guiado pela luz dos anjos.
Oportunidade especial num serão particularmente extra-terreno para pôr os olhos numa das ainda primeiras aparições públicas deste artista, que, a julgar pelos primeiros passos, tem longo e rico caminho à frente. Abram alas ao homem.

+ info myspace + info entrevista

Entrada: 8 €
Tiquês disponíveis antecipadamente nas lojas de discos Ananana e Flur

Programação Filho Único em colaboração com a ZDBMÜZIQUE
galeria zé dos bois - rua da barroca, 59 - 1200-049 lisboa - portugal
t.: + 351 21 3430205 - - reservas@zedosbois.org

DO QUE SE DIZ SOBRE A CRIAÇÃO ARTÍSTICA NOS AÇORES
1.3.08



© Alexandra Baptista, "Lugar Vazio" Desenho s/ colagem , 15 cm x 60 cm. (2004/5)


"Em Outubro passado, nos Encontros sobre a Criação Artística promovidos no âmbito do LabJovem, pela associação cultural Burra de Milho um dos assuntos mais debatido foi a dificuldade sentida pelos criativos açorianos na divulgação do seu trabalho.Se por um lado os tradicionais meios de divulgação (suplementos culturais dos principais jornais nacionais, televisões e revistas culturais) são completamente inacessíveis a tudo o que se passa fora dos grandes centros, pelo outro lado, o que diz respeito à divulgação de qualquer actividade que se pretende geradora de mais valias, os criativos açorianos pouco ou nada têm feito contra essa lamentação.Hoje, com os sintomas gripais a aconselharem o recato do lar, liguei os motores de busca e meti-me pelos infindáveis atalhos da rede em demanda da tal criatividade açoriana.Os resultados devolvidos foram incipientes. Poucos são os criativos, dos que desenvolvem o seu trabalho na região, a tirar partido das muitas ferramentas e plataformas livres para divulgação de todo o tipo de criação artística no mundo virtual.Porventura o surgimento de um agregador, com páginas personalizáveis, dedicado à criatividade made in Açores e a sua integração em plataformas mais globais, contribuísse para melhor divulgação e maior conhecimento do nosso fazer artístico.



Vitor Marques

Texto extraído de Açores 2010

25/02/08



LAURA BRASIL
"No cinema não é possível falarmos de coisas que nunca sentimos"





Sónia Bettencourt

É estudante de cinema, tem 17 anos de idade, e viu dois dos seus projectos seleccionados, na área do Vídeo, para integrar a Mostra Labjovem, no âmbito do Concurso de Jovens Criadores dos Açores.
Trata-se de Laura Brasil, nascida em 1989, natural de Angra do Heroísmo, e dos seus vídeos “A Porta” e “Pedaços”, que apesar de não serem histórias autobiográficas, incluem partes das suas vivências.
Nesta fase académica, na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, Laura Brasil terá que escolher entre Argumento e Realização.
Se esta decisão está ainda pouco definida para a jovem estudante da Sétima Arte, Laura Brasil garante que se no futuro vier a tornar-se realizadora quer escrever as suas próprias histórias.
Vídeos Vencedores
Foram trabalhos realizados o ano passado, quando frequentava o décimo segundo ano, na disciplina de Oficina de Artes, leccionada pelo professor António Araújo.
Laura Brasil classifica a “A Porta”, um vídeo com duração de três minutos, composto por 15 fotografias, com o objectivo de falar da “nossa cidade, a nossa Angra”, em que a jovem optou por fazer ligação entre a sua vida e aquilo que sentia através de uma porta, vivendo na altura em Angra do Heroísmo.
Já o projecto “Pedaços”, uma curta-metragem de 20 minutos, trata a história de uma rapariga e a sua íntima ligação com o Mar. Para a personagem do filme, a vida não tem valor e deseja morrer no Mar, para depois ser salva por um “poeta”, o Bartolomeu, que lhe devolve todo o valor que vida tem.
Segundo Laura Brasil, quando imaginou aqueles projectos, sobretudo o “Pedaços”, um trabalho livre que tinha em mente já há algum tempo, “nunca pensou no público” a atingir, embora defenda que “o cinema é feito para o público”. A jovem sentia apenas que era um trabalho que tinha que “pôr cá para fora”, que não conseguia avançar se não o fizesse, explicando que “como há pessoas que têm de escrever no Diário, eu tinha de fazer aquele trabalho”, ao modo de libertação.
Embora os vídeos não tenham sido realizados de propósito para participar no concurso LabJovem, Laura Brasil recebeu com agrado a noticia que tinha sido uma das seleccionadas.
Escola de Cinema
Laura Brasil adianta que antes de entrar na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde frequenta o primeiro de quatro anos, “já conhecia um pouco” daquela realidade. A jovem considera uma “boa escola”, embora naturalmente hajam “muitos trabalhos a fazer” e “muita carga horária”. Além disso, em termos de adaptação, “não acontece de um dia para o outro”, mas sente-se “satisfeita”.
Dos trabalhos que já realizou na Escola, um deles foi rodado na ilha Terceira, nas férias do Natal. O projecto para a disciplina de Argumento acabou por ser um registo daquilo que estava a sentir ao regressar à sua terra, pela primeira vez, desde que se mudara para Lisboa.
A jovem explica que escreveu uma história em que a personagem, apesar de ter “duas casas” sentia que não pertencia a nenhuma delas, sendo que uma significava o “passado” e a outra o “presente”. Considerando a autobiografia uma constante no seu trabalho como estudante de cinema, Laura Brasil refere que “sempre coloca um pouco de si” nas histórias, devido a que no Cinema, e sobretudo no Cinema que conta histórias, “não é possível falar de algo que nunca sentimos” antes, porque “não sabemos falar ainda”, justifica.
Na Escola é necessário conhecer e passar pelas várias fases que um filme compreende, tal como criação da história, anotação, rodagem, montagem, realização, etc., sendo que nesta fase académica, Laura Brasil admite estar “um pouco confusa”. Quando entrou para a Escola “sem dúvida queria Argumento”, mas, apesar de gostar de escrever, desde criança, a jovem adianta que “pensa muito em imagens”, e que agora, com a prática académica, confessa que como dá muito de si ao trabalho, “o melhor será a Realização”. No entanto, admite que se um dia for Realizadora quer “escrever as suas histórias”, de moda a que possa sentir-se “completa”.
Terceira com sete vencedores
Ao todo foram 27 os jovens açorianos seleccionados nas 10 áreas a concurso, que compreendem Literatura, CiberArte, Artes Plásticas, Música, Teatro, Dança/Performance, Vídeo, Fotografia, Design Gráfico e Banda Desenhada e Ilustração, sendo que a ilha Terceira obteve 7 vencedores, nas áreas de Artes Plásticas: Cátia Guimarães (dois projectos e bolsa de estudo); Paulo Freitas (um projecto); Vídeo: Laura Brasil (dois projectos) e Soraia Bettencourt (um projecto); Banda Desenhada-Ilustração: Filipe Rocha e Bruno Moniz (um projecto); Dança/Performance: Paulo Freitas (um projecto e bolsa de estudo)e Fotografia: Soraia Bettencourt (um projecto e bolsa de estudo) e Luís Peixoto (um projecto).
O concurso
O concurso LabJovem trata-se de um projecto que visa incentivar e promover jovens criadores das diferentes áreas artísticas, servindo de plataforma a uma nova gerações de artistas açorianos.
As áreas contempladas pelo concurso são: Artes Plásticas, Banda Desenhada e Ilustração, Ciber Arte, Dança/Performance, Design Gráfico, Fotografia, Literatura, Música, Teatro e Vídeo.
Do concurso resultou uma selecção de projectos que serão apresentados nos Açores sob o formato de Mostra Regional, que engloba exposições, espectáculos e mostras.Além da Mostra Regional, foi também seleccionado pelo júri do concurso LabJovem um projecto ao qual será atribuída uma bolsa de estudo de curta duração no estrangeiro ao respectivo autor.
Esta iniciativa é promovida pela Direcção Regional da Juventude e organizada pela Associação Cultural Burra de Milho.
Publicado na edição de Segunda-Feira, dia 25 de Fevereiro de 2008, no jornal A União, na secção Actualidade

14/02/08


hei! porque o mundo tem hoje os olhos postos em vocês!

31 NOVOS JOVENS CRIADORES!
CONCURSO LABJOVEM


No âmbito do Concurso Labjovem foram seleccionados 26 projectos de 31 jovens criadores, que são:

Artes Plásticas

Cátia Guimarães
Designação do Projecto: “Sem Título” – Instalação
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo à autora
Designação do Projecto: “Sem Título” – Instalação
2º Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Carolina Gomes R.
Designação do projecto: “A Selva” – Pintura
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem
Designação do Projecto: “Verão” – Pintura
2º Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

João Paulo Tavares Borges
Designação do Projecto: “Adão e Eva” – Escultura
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Paulo Freitas
Designação do Projecto: “Instinto” – Pintura
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Composição do júri de artes plásticas: José Nuno da Câmara Pereira, José Pedro Croft e Ludomila Esteves

Banda Desenhada e Ilustração

Joana Paula Pacheco Dias
Designação do Projecto: “Dia dos Namorados / O Fato de Banho Enlouqueceu”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo à autora

Rafaela Coelho
Designação do Projecto: “Zodíaco Chinês”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Plug!
Filipe Rocha e Bruno Moniz
Designação do Projecto: “Made in Azores”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Composição do júri de Banda Desenhada e Ilustração: Alice Geirinhas, Geraldes Lino e Gonçalo Cabaça

DESIGN GRÁFICO

Raquel Ourique Fernandes
Designação do Projecto: “Tiposonoridade”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo à autora

Composição do júri de Design Gráfico: Paulo Teixeira da Silva, João Pedro Vaz de Medeiros e Rafael Barcelos

FOTOGRAFIA

Soraia Bettencourt
Designação do Projecto: “Essências”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo à autora

Pedro Ferreira
Designação do Projecto: “70-100”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem
Designação do Projecto: “Sob o olhar da velha senhora”
2º Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Luís Peixoto
Designação do Projecto: “Moldes”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Composição do júri de fotografia: Paulo Monteiro, José Luís Neto e Tito Cardoso

Vídeo

Luís Filipe Bicudo e Tiago Gonçalves
Designação do Projecto: “Fotografia da alma”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo aos autores

Laura Brasil
Designação do Projecto: “A Porta”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem
Designação do Projecto: “Pedaços”
2º Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Soraia Bettencourt
Designação do Projecto: “Vitamina C”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Composição do júri de vídeo: Paulo Viveiros, Rui Pereira e Gonçalo Tocha

Dança/Performance

Paulo Freitas
Designação do Projecto: “O teu corpo começa”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo ao autor

Composição de Dança/Performance: Vera Mantero, Sophia Neuparth e Milagres Paz

Teatro

Descalças
Maria Simões e Teresa Gentil
Designação do Projecto: “A menina azul”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo às autoras

Composição do júri de teatro: Amadeu Neves, Belarmino Ramos e Valter Peres

Música

MorphEaden
Emanuel Paquete, Gualter do Couto e Miguel Bernardo

Designação do Projecto: “Morph 1 / Esperança morre por último”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, tendo sido atribuída a bolsa de estudo aos autores

Opus 4
Mário Raposo, Patrícia Perpétuo, Helena Raposo e Carolina Raposo
Designação do Projecto: “Ao longe, Amor”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Composição do júri de música: Miguel Azguime, Luís Alberto Bettencourt e Paulo Cunha

Literatura

Daniel Gonçalves
Designação do Projecto: “Poemas do tempo claro das coisas (sussurrados de novo)”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem, sendo atribuída a bolsa de estudo ao autor

Judite Marieta Canha Fernandes
Designação do Projecto: “Penumbr@”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem
Designação do Projecto: “Abraçando o lastro”
2º Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Rui Pedro Santos
Designação do Projecto: “Repentismo(s)”
Projecto seleccionado para integrar a Mostra Labjovem

Composição do júri de literatura: Cristóvão de Aguiar, Rosa Goulart e Nuno Costa Santos

CIBER-ARTE

Não foram seleccionados projectos.

Composição do júri de ciber-arte: Fernando Pereira, João Urbano e Rudolfo Quintas


Mais informações sobre os JOVENS CRIADORES AÇORES/LABJOVEM disponíveis no site www.labjovem.pt, secção "seleccionados".

12/02/08



Porque é que organizámos o LABJOVEM ....
Não custa recordar:



Terça-Feira, dia 29 de Maio de 2007


É a criatividade humana que tece o mundo


A criatividade contém potencialidades que a criação se encarrega de materializar.


O Concurso LABJOVEM pretende estabelecer-se como uma plataforma para novos criadores nos Açores, alicerçada em dois vectores: a difusão e a produção, esta última vocacionada para a contemporaneidade.

A ideia subjacente a este projecto é a exploração de novas territorialidades artísticas, na assumpção de plena liberdade no processo criativo, para que as novas gerações de artistas possam também apropriar-se do mundo e das ilhas que os viu respirar e crescer.

Esperamos que este seja apenas o início de um movimento, de um novo sopro, que gere futuramente e num acto contínuo ramificações diversificadas, não num acto de justaposição sobre o legado cultural que herdámos, mas de novos testemunhos, de novas representações do eu e do colectivo, para que os de hoje possam também reconhecer-se e deixar as suas marcas, impressões e um legado cultural para as futuras gerações.


Acreditamos que a criação artística, pela expressão e exteriorização do indivíduo, constitui uma vital alavanca de mudança, que pode enriquecer o ser humano de tal forma que não pode ser quantitativamente mensurável. O que se pretende é que o nosso tempo e o nosso espaço reflictam esta diversidade cultural e pluralidade de expressões artísticas que enformam a nossa identidade cultural, para que a sociedade se renove e se assegure a vitalidade artística.

São urgentes novas dinâmicas. É urgente a criação. É urgente.


(Associação Cultural Burra de Milho)