31/03/09

LABART



A Residência Artística, denominada LABART, tem o seu período de inscrição de 2 a 23 de Abril e é aberta a todos os jovens dos Açores, dos 16 aos 35 anos. A LABART terá um limite máximo de 21 participantes, por ordem de inscrição, e incidirá sobre as áreas de TEATRO, AUDIOVISUAIS e DANÇA, sendo a formação ministrada por Valter Peres, Pedro Zaz e João Evangelista, respectivamente.

A residência LABART decorrerá do dia 1 a 3 de Maio de 2009, e será realizada na Pousada da Juventude de Angra do Heroísmo (São Mateus), no Forte de São Mateus e no Negrito.

Os participantes (residentes na ilha Terceira ou noutras ilhas) ficarão alojados na Pousada da Juventude enquanto decorrer a residência. Serão atribuídas bolsas de participação que incluem a alimentação, a estadia e comparticipação nas viagens aéreas dos participantes.

Pedimos divulgação junto dos alunos do ensino secundário.

Para mais informações, contactar:

Associação Cultural Burra de Milho

Tel: 916423836

burra.de.milho@gmail.com

burrademilho.blogspot.com



ÁREA DE TEATRO

Formador – Valter Peres

Nota biográfica

Valter Manuel Linhares Peres é funcionário público de profissão, e tem estado desde sempre interessado em actividades ligadas ao Teatro.

Desde muito cedo começou a participar em peças de Teatro, quer em actividades como a catequese, quer em cursos de talentos, muito usuais nos anos 70 e 80.

A partir dos finais de 80, e já com 18 anos de idade, participou numa peça de Teatro do Alpendre encenada por Rui de Matos, e desde então abraçou definitivamente o Teatro, embora num registo amador, percorrendo diversos projectos.

Com a participação em 37 peças de Teatro, enquanto actor e/ou encenador em projectos como o Teatrinho, A Teia, Alpendre ou Veia Tola.

Em televisão participou em Garrett, série produzida para o canal 1 da RTP por Francisco Manso.



ÁREA DE VÍDEO / AUDIOVISUAIS PARA TEATRO - DANÇA

Formador – Pedro Zaz

Nota biográfica

Pedro Zaz é um artista em Novos Media que também trabalha internacionalmente como consultor de vídeo e performances interactivas. O seu trabalho abrange: projecções de vídeo urbanas, club-VJ, produção musical e audiovisual, Web e arte interactiva.

http://vjzaz.synthasite.com/



ÁREA DE DANÇA

Formador – João Evangelista

Nota Biográfica

Aos 21 anos de idade, e após ter trabalhado na área do teatro, João Evangelista passa a trabalhar com a Bomba Suicida e a estudar no Centro em Movimento, no programa de formação intensiva, guiado por Sofia Neuparth, Howard Soneklar e Amélia Bentes.

Aos 23 entra no European Dance Development Center onde trabalhou com Mary Fulkerson, Eva Karzac, Tony Tatcher, Ester Galz, Angus Balbernie entre outros.

Aos 24 trabalha em Amsterdão e em Berlim como bailarino com Kenzo Kusuda (Emio Greco/Saburo Tashigavara Cie.) e Nora Heilman, como actor-performer com Zhana Ivanova, James Becket no campo das artes visuais e performance art nas galerias De Appel e Ellen DeBruijn Projects, Amsterdão, entre outros.

Em 2006 é seleccionado para participar na 4º. Mobile Akademie em Varsóvia, programada por Hanna Hurtzig. Estuda com Xavier LeRoy o corpo anoréxico e espaço internos.

Em 2008 estagia como assistente de direcção com Tim Etchells em Sheffield, Inglaterra e Bergen, Noruega e com Edit Kaldor em Amsterdão, Holanda, e termina a SNDO com o projecto final ‘The End Must Go On’, nos teatros Kikker, em Utrecht e Melkweg, em Amesterdão.
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Londres
O pós-modernismo morreu, viva a altermodernidade
30.03.2009 - Vanessa Rato

Na trienal da Tate, em Londres, um francês abriu nova etapa na discussão sobre a identidade da cultura e dos artistas de hoje. Modernos ou pós-modernos, quem somos? Nem uns nem outros, antes seres de uma nova era em que se age e cria a partir de uma visão positiva de caos e complexidade. A altermodernidade, segundo Nicolas Bourriaud

Uma parte do debate tem raízes antigas e a sua arqueologia envolve gigantes - Heidegger, Wittgenstein, Benjamin, Baudelaire, Bataille, Lyotard, Foucault, Baudrillard, Derrida, Lipovetsky... -, a outra parte é praticamente de ontem e, para já, envolve um único homem: Nicolas Bourriaud, de 44 anos, fundador e ex-director do influente Palais de Tokyo, de Paris, hoje curador de arte contemporânea desse "bulldozer" museológico conhecido como Tate, em Londres.
O que é a modernidade? Modernos ou pós-modernos, quem somos? Depois de várias vidas aos gritos uns com os outros por causa de questões assim, ei-lo, Bourriaud, a dizer-nos que podemos pegar nesses pontos de interrogação e fazer deles o que bem entendermos, já que, chegados a 2009, essa parte da História está arrumada, vencida por "knock-out" por um só evento: a actual crise económica internacional.
Segundo ele, esse singular evento ligado ao colapso do sistema financeiro a partir da falência do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers, em Setembro do ano passado, mudou tudo, mudou, inclusivamente, o que somos. Nem modernos nem pós-modernos. Submersa em nova crise, no final da primeira década do século XXI a humanidade viu nascer uma outra modernidade: a altermodernidade, a primeira era cultural do mundo globalizado.Caos e complexidade
Este é o pressuposto da quarta edição da trienal de arte contemporânea da Tate, de que Bourriaud é comissário e para a qual cunhou o conceito. Altermodernidade: nem uma visão linear da História, como a do modernismo, nem uma imagem desta a avançar em espirais de eternos retornos, como defendido pelo pós-modernismo; agora, uma visão da História como estando constituída por múltiplas temporalidades simultâneas em que a vida e a arte surgem como experiências positivas de desorientação, traçando linhas em todas as direcções de tempo e de espaço e, assim, explorando todas as dimensões do presente. Por outras palavras: uma era em que se age e cria a partir de uma visão positiva de caos e complexidade.
Em termos absolutos, a ideia não é nova - é tão antiga quanto a filosofia holística dos Vedas, os primeiros quatro livros sagrados do hinduísmo em que tudo é considerado em conjunto, em contexto. Segundo o mais elevado e abstracto nível filosófico dos Vedas, cuja versão escrita data de cerca de 1500 a.C., a realidade é um absoluto impessoal - Brahma - que permeia tudo, um não-tempo contínuo de que faz parte cada elemento do universo, passado, presente ou futuro. Uma ideia de caos articulado que, virada do avesso, dá o branco mais puro, o nada mais absoluto. Qualquer coisa próxima, também, dessa espécie de superconsciência extática que é o vazio Turya budista. Mas, e ainda que Bourriaud seja um conhecedor de filosofia hindu, a sua nova modernidade surge mais como resposta cultural a um conceito político: o de alterglobalização, a corrente à esquerda da globalização liberal, respeitadora da lógica do planeta horizontal, mas defensora de que esse planeta não deve fazer implodir as diferenças e especificidades identitárias.
"Ainda que, à época, países como o Brasil e a Índia se tenham juntado à discussão, a modernidade foi um conceito ocidental. Hoje vivemos num labirinto mais complexo e temos que extrair dele significados específicos para o século XXI. A modernidade de hoje não é nem pode ser totalizadora nem continental", diz-nos, a dada altura, Bourriaud em conversa telefónica. É também ele que numera os "depois" em que temos estado mergulhados nos últimos 35 anos: o pós-modernismo, o pós-feminismo, o pós-colonialismo, o pós-político... "Com todos os 'pós', acabamos com a sensação de estar em eterna nostalgia do passado, o que redunda numa preguiça de pensar. Pareceu-me produtivo tentar decretar o fim desse conforto, tentar periodizar de outra forma", explica. E porque é que isto importa? Ele escreve no catálogo da Tate: "O papel histórico do modernismo, enquanto fenómeno saído do domínio da arte, reside na sua capacidade de nos catapultar para fora da tradição; incorpora um êxodo cultural, uma fuga ao confinamento do nacionalismo e etiquetamento identitário, mas também [uma fuga] ao 'mainstream', cuja tendência é reificar pensamento e prática. Sob a ameaça do fundamentalismo e da uniformização orientada para o consumismo, ameaçada pela massificação e o abandono à força da identidade individual, a arte precisa hoje de se reinventar a si mesma, e, isto, à escala planetária."Depois do "flâneur", o nómada
Pode-se argumentar que a necessidade de reinvenção perante o que supõem ser novas ou demasiado velhas circunstâncias é tão antiga como o homem e que cada época produziu a sua própria modernidade, ou seja, a sua própria contemporaneidade. Aí, nada de novo. Ao falar do herói da sua era - e estamos no século XIX - Baudelaire escrevia: "Todas as belezas contêm, como todos os fenómenos possíveis, qualquer coisa de eterno e qualquer coisa de transitório - de absoluto e de específico. A beleza eterna e absoluta não existe, ou, antes, não passa de uma abstracção desnatada à superfície geral das diversas belezas. O elemento próprio de cada beleza provém das paixões, e como temos as nossas paixão próprias, temos as nossas belezas." Isto, a cada nova época. E, para falar do homem a sentir-se elemento de um momento de não uma, mas mil possibilidade, de viagem por Itália, chegado a Palermo em busca da sua Urpflantze, a planta primordial em que acreditava poder vir a encontrar a chave de reprodução de toda a natureza viva, Goethe - e agora estamos ainda mais atrás, no século XVIII - lamentava em carta aos amigos, na Alemanha, a impossibilidade de concentração num único plano da realidade: "Por que razão seremos nós, os modernos, tão dispersivos, por que razão nos deixamos levar por pretensões que não podemos alcançar nem resolver?"
Goethe, como a maioria dos românticos, olhava nostalgicamente para os antigos, o exemplo clássico - "eles representavam a existência, nós geralmente o efeito; eles descrevem o terrível, nós descrevemos de forma terrível; eles o agradável, nós de forma agradável, etc." O modelo modernista de Baudelaire era outro e, deste, a altermodernidade segundo Bourriaud guardou um aspecto essencial: a ideia do "flâneur".
O "flâneur", aquele que percorre a cidade, deixando-se perder na sua observação. Isto era no século XIX, hoje as cidades não chegam - o "flâneur" de uma altermodernidade corresponderá a um nómada global, ou, em rigor, a um errante cultural, aquele que procura o inverso do enraizamento absoluto, ou seja, aquele que põe as suas raízes em movimento, encenando-as em contextos e formatos heterogéneos, negando-lhes qualquer valor como origem, traduzindo ideias, transcodificando imagens, transplantando comportamentos, trocando, mais do que impondo. Um nómada cultural que transforma a "flânerie" numa técnica de geração de criatividade e conhecimento.
"E se a cultura do século XXI fosse inventada a partir daqueles trabalhos que se lançam a si mesmos o desafio de apagar as suas origens e falar de multiplicidades de enraizamentos sucessivos ou simultâneos? Este processo de rasura", diz Bourriaud, "é parte da condição do errante, uma figura central da nossa precária era e que aparece insistentemente no coração da criação artística contemporânea." Uma figura, diz ele ainda, acompanhada por um modo ético predominante: a tradução. "Networking"
A viagem clássica, sim. Mas também esse outro tipo de viagem da era da hipermobilidade da Internet, em que já nascemos a conceber outras formas de entender o que é o espaço do humano, para lá das formas clássicas no Ocidente, e em que o hipertexto se generalizou como processo de estruturação de pensamento, uma janela a abrir-se directamente para outras infinitas e todas ligadas à distância de um clique.
Já sabíamos isto, claro. Agora Bourriaud deu-lhe novo nome. "O pós-modernismo saiu da depressão da Guerra Fria rumo a uma preocupação neurótica com as origens típicas da era da globalização. É este modelo de pensamento que hoje está em crise, esta versão multicultural da diversidade cultural que tem que ser questionada, não a favor de um 'universalismo' de princípios nem de um novo esperanto modernista, mas no enquadramento de um novo movimento moderno baseado na heterocronia, uma interpretação comum, e na liberdade de explorar", diz Bourriaud.
Dá o exemplo de um conceito que criámos a partir da natureza: "O arquipélago é o exemplo da relação entre o uno e o múltiplo. É uma entidade abstracta; a sua unidade deriva de uma decisão [humana] sem a qual nada seria lido a não ser um espraiar de ilhas unidas por nenhum nome comum. A nossa civilização, que leva as marcas da explosão multicultural e da proliferação de estratos culturais, parece-se com uma constelação sem estrutura, à espera da sua transformação em arquipélago."
É significativo, aqui, que o aparecimento do termo pós-modernismo tenha coincidido com a crise petrolífera de 1973, o primeiro fim contemporâneo da ideia de superabundância, o encerrar de um ciclo de três décadas gloriosas após a anterior crise: a II Guerra Mundial. "A crise do petróleo de 1973 poderia bem representar o 'cenário primitivo' do pós-modernismo, da mesma forma que o petróleo a jorrar de um poço simboliza o modernismo do século XX", diz Bourriaud. E, assim, conclui: "O pós-modernismo é a filosofia do lamento, um longo episódio de melancolia na nossa vida cultural. Tendo a História perdido a sua direcção e capacidade de ser lida, nada restava a não ser ficar face a face com um espaço-tempo imóvel do qual, como reminiscências, se levantavam fragmentos mutilados do passado."
Para Bourriaud, estamos numa nova era e ela tem um nome, altermodernidade - nas conferências da Tate, ligadas à trienal, alguns dos oradores mais críticos comentavam não à boca fechada, mas à boca cheia, que é preciso mais do que querer caucionar exposições e vender livros para pensar a realidade; que é preciso mais do que analisar e relacionar causas e efeitos para cunhar conceitos e estabelecer uma matriz filosófica.

Fonte: jornal Público,
Ípsilon


18/03/09

Dia Mundial da Poesia


A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo celebra o Dia Mundial da Poesia com a presença de Manuel Freire, nome maior da canção de protesto e da esperança da Liberdade e da Democracia.
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A sessão decorrerá na Sala de Reservados do Palácio Bettencourt, no dia 20 de Março de 2009, com início às 18h00.
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Ao mesmo tempo, a biblioteca apresenta, no átrio do Palácio, uma exposição intitulada «A Poesia em Concreto» dedicada à Poesia Concretista e Visual, na qual estarão representados vários autores brasileiros e portugueses, entre eles os fundadores do movimento - os irmãos Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari - e os pioneiros concretistas portugueses Emanuel Félix, E. M. de Mello e Castro e Ana Hatherly.
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A exposição não deixará de constituir para muitos uma surpresa e oportunidade de informação sobre uma faceta experimentalista da criação artística que, longe de ter esmorecido, se nos oferece plena de vivacidade e de significações.
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Workshops na Ecoteca de Angra do Heroísmo‏




Resultado de uma parceria entre a Secção Infanto-juvenil da Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo e a Ecoteca de Angra do Heroísmo, terão lugar nas instalações desta última (Rua do Galo n.º 112), na semana de 23 a 27 de Março, dois workshops ao cargo do grupo “Teatro de Marionetas de Óbidos”, empresa que organiza actividades socioculturais e educativas para crianças, jovens e idosos, tendo por base a Pedagogia WaldorfPara um público infantil (dos 6 aos 12 anos), “Lixo com vida”, trabalho a desenvolver com escultura, instrumentos musicais e brinquedos a partir do reaproveitamento de materiais, decorrerá entre as 17h00 às 18h30.
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Para um público adulto, “Contos de fadas na educação”, workshop teórico-prático acerca das origens, importância e potencial terapêutico dos contos de fadas enquanto património imaterial da humanidade, decorrerá entre as 20h00 e as 21h30.
As inscrições, gratuitas e limitadas, serão admitidas através do envio da respectiva ficha (em anexo) para o mail da ecoteca.

Concerto Gent'ilesa no Pico



No Pico, na Festa da Poesia, uma Gent'ilesa Descalça diferente da habitual.

Com mais destaque para a poesia também dita e não só cantada. Porque é Dia Mundial da Poesia, porque a nossa música canta diferentes poetas e porque, afinal, "a poesia é para comer" *

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Poemas e Canções com letras de: Natália Correia, Eduardo Galeano, Judite Fernandes, Eugénio de Andrade, Maria Simões, Teresa Gentil, entre outras.
Teresa Gentil piano, guitarra e voz
Maria Simões, flauta e voz (dita palavra)
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*Natália Correia

Em Paris, aos 70 anos, desaparece um artista “singular”


Morreu Alvess, o artista secreto português

O artista português Alvess, nome de guerra de Manuel Nogueira Alves, morreu domingo em Paris aos 70 anos. Descrito como "artista secreto" pelo desconhecimento público em que esteve envolto durante grande parte da carreira, a obra de Alvess teve apenas uma exposição individual - há um ano, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto.
"Com o desaparecimento de Alvess, o contexto artístico português perde um dos seus artistas mais secretos e singulares", comentou em comunicado João Fernandes, director do Museu de Serralves e que comissariou com Sandra Guimarães a exposição antológica "Alvess".
Radicado em Paris desde 1963, onde encontrou Lourdes Castro ou René Bertholo, outros artistas portugueses baseados na capital francesa, o artista viseense apresentou como primeiras obras telas aparentemente vazias e esticadas, nas quais os desenhos brotavam através da manipulação de fechos ou buracos. O seu trabalho passou pela performance, pela "mail art" e pelo constante ironia sobre os objectos do quotidiano. Provocatório e crítico da apresentação dos objectos artísticos, foi convidado para participar na Bienal de Paris em 1969 e 1971 - na qual realizou uma performance intitulada "As Sete Horas de Alvess", na qual corria uma hora por dia durante uma semana nas salas de exposição, como mostrando o artista como um "atleta de competição".
Em Lisboa integrou a exposição colectiva "Alternativa Zero: Tendências polémicas na Arte Portuguesa Contemporânea", em 1977. A partir dessa época, continuou a trabalhar mas fora dos circuitos artísticos - afastado de galerias, leilões, coleccionadores ou da crítica. E do mercado.
Fonte: Público

"Falta uma cultura de exigência e qualidade"

Entrevista

Francisco Laranjo, ARTISTA PLÁSTICO

A falta de curiosidade e de cultura, segundo afirmou numa entrevista recente ao JN, são responsáveis pelo mau estado da arte. O que pode um artista fazer?
Ser o mais honesto que puder! Quando disse que a falta de curiosidade é grave, é porque acho que um investigador tem a responsabilidade de procurar toda a informação e os meios que o possam levar mais longe para ser consequente com o seu trabalho. Os autismos de grupos e guetos que não são, de todo, benéficos para um maior aproveitamento e bem-estar dos artistas, e essa cultura de exigência e qualidade é a que faz mais falta.

No caso dos jovens artistas que passam pelas suas aulas na FBAUP, têm condições para ultrapassar esse autismo de que fala ou cada vez é mais difícil entrar no mundo da arte e começar a expor?
Um artista é, antes de tudo, um profissional com responsabilidades acrescidas.

Responsabilidades sociais?
Sociais, também. Mas com responsabilidades acrescidas. Por ser independente corre mais riscos, mas deve cultivar essa postura. Tem que criar condições físicas, materiais, para poder ter legitimidade de dizer o que pensa. Não ser dependente seja do que for é um bem essencial a um artista.

Mas quem não vende não sobrevive...
Quem tem convicções tem que lutar por elas, não tem que ser subserviente ou fazer o que está na moda. Quem quiser ser do seu tempo nem do seu tempo chega a ser! Independentemente do trabalho do artista na sua área, ele deve encontrar condições externas para a fazer legitimar. Um dos sectores da sociedade que mais pode contribuir para o desenvolvimento é a área criativa.

A sua investigação pictórica, desde os anos 70, é um exemplo de perseverança. É uma pessoa insatisfeita?
Só sou exemplo para mim próprio! Sim, sou um inconformado, estou sempre à procura de saber mais e, muitas vezes, fora dos meus interesses plásticos - quer no trabalho em estúdio quer como orientador de outras investigações. Não tenho a certeza de alguma coisa, mas estou sempre à procura de fazer o que ainda não descobri, de me ultrapassar, de estar mais atento a outras linguagens que não só a pintura ou a fotografia.

Mário Cláudio disse que havia na sua pintura "lugares de habitação". Concorda?
Sim, isso tem que haver. Se não, estamos a falar do vazio.

Embora, nos seus quadros, o vazio tenha um peso. Como o silêncio.
Exactamente. O silêncio é tão importante como a ausência dele, é o silêncio que faz existir o som e o ruído. Gosto muito de viajar e aprendo muito nessas circunstâncias.

E as diferenças culturais acabam por ter também repercussão na sua obra, nos registos de cor, de expressão, de força utilizados em cada um dos quadros...
Não conto histórias na pintura, mas espero que os objectos, na sua existência própria, tenham essa capacidade de questionar o indivíduo sobre si mesmo, sobre o modo como ele está e pensa sobre si próprio. Se conseguir isso, valeu a pena. Sempre que faço uma exposição tenho sempre alguma apreensão sobre o comportamento dos objectos fora do contexto do estúdio.

Como é que acha que vão comportar-se estes quadros em relação com o espaço da Galeria do DN, dominada pelos painéis de Almada Negreiros?
Vai ser um desafio! [risos] Esta galeria é belíssima como espaço. E será a primeira vez que exponho com Almada, é um privilégio!

Fonte: DN

15/03/09

DEOLINDA no Teatro Angrense














































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Fotos de "E"
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PARABÉNS DEOLINDA!
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Ontem, Angra do Heroísmo assistiu a um concerto que quase colocava em ruínas o Teatro Angrense. E tudo pelas melhores razões.
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Os culpados estão mais do que identificados, e respondem pelo nome de DEOLINDA.
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Também lhes podemos chamar de:
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Ana Bacalhau - voz
Pedro da Silva Martins - guitarra
Luís José Martins - guitarra
Zé Pedro Leitão - contrabaixo
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Mas, para quem ainda não sabe, quem é a Deolinda?
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"O seu nome é Deolinda e tem idade suficiente para saber que a vida não é tão fácil como parece, solteira de amores, casada com desamores, natural de Lisboa, habita um rés-do-chão algures nos subúrbios da capital. Compõe as suas canções a olhar por entre as cortinas da janela, inspirada pelos discos de grafonola da avó e pela vida bizarra dos vizinhos. Vive com 2 gatos e um peixinho vermelho..."
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"Deolinda é um original projecto de música popular portuguesa (MPP), inspirado pelo fado e as suas origens tradicionais. Formado em 2006 por 4 jovens músicos com experiências musicais diversas (jazz, música clássica, música étnica e tradicional), procuram, através do cruzamento das diferentes linguagens e pesquisa musical, recriar uma sonoridade de cariz popular que sirva de base às composições originais do grupo. "
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Obrigado!

14/03/09

Festa da Poesia


16 a 21 de Março '09
Centro de Artes e Ciências do Marantiga fábrica da baleia SIBIL
Lajes do Pico
Assinalamos o Dia Mundial da Poesia (21 de Março) com uma Semana de Festa.
Uma Semana cheia com palavras de poetas.
Uma Festa de poesia.
Nesta Festa da Poesia temos todos os dias à sua disposição uma actividade diferente. Propomos-lhe, pois, que faça desta semana uma semana especial na sua vida!
FESTA DA POESIA no Centro de Artes e Ciências do Mar Lajes do Pico
Café com Poesia
17 a 21 de Março, 18h30 horas
com Maria Simões e Judite Fernandes
Oficinas de Escrita Criativa
17 a 20 de Março
público escolar, por marcação
Formadoras Maria Simões e Judite Fernandes
Sopa de Letras - Recital de poesia contemporânea
20 de Março, 18h30 horas
interpretação Maria Simões, Judite Fernandes e Teresa Gentil
Gent'ilesa – Teresa Gentil concerto recital
A nova trova de uma mulher de palavra (Antonio Melo Sousa)
21 de Março, 22h
concerto inserido no programa “Semear Gent'ilesa” de Descalças cooperativa cultural, com o apoio Direcção Regional da Cultura e RTP Açores
Teresa Gentil - piano, voz e guitarra
Maria Simões - voz e flauta transversal
(Organização Culturpico EM)

13/03/09

ANTHERO - O Palácio da Ventura


13 de Março, pelas 21h00, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.
A Sessão conta com a presença do Realizador José Medeiros.

Revista Atol




ATOL:


É um conjunto de corais e é também uma Revista de Arte, Design, Cultura e Tendências que nasceu da ideia de querer relacionar criativamente a expressão escrita com a expressão gráfica.


A vontade de expressão é uma necessidade humana, e nada melhor do que utilizar a imensidão espacial que constitui a Web Para este fim.

O Atol constitui por isso um espaço de convergência de talentos, todos estes coma mesma intenção inerente, o sentido de expressão.

(...)


do texto de apresentação da Atol nº1 que pode ser visionada aqui

Escultura


Um dos melhores escultores dos Açores: ÁLVARO RAPOSO FRANÇA

CENTRO CULTURAL DO CASTELO

12/03/09



Meninas rodem as saias e rapazes cessem com esse olhar travesso, e vamos mas é ouvir a...

DEOLINDA

Teatro Angrense/TERCEIRA

14 DE MARÇO 21h30

Vídeos Youtube aqui e aqui




[SUKIA"The dream machine"1996]




09/03/09

Banda da Ilha do Pico assina contrato discográfico nacional‏



A banda Nova Dinastia, oriunda da Ilha do Pico, quebrando com as tradições, apresenta em 2009 o álbum de estreia intitulado "Como se não houvesse amanhã" a ser editado a nível nacional pela Nine Media Records.

Os Nova Dinastia surgem em Agosto de 2006, tendo como fundadores Henrique (REEK) na Voz e Guitarra, João (JOHNNY) no Baixo e Segundas Vozes e Duarte (ZARÉ) na Bateria e segundas Vozes. Pouco tempo depois, ainda nesse verão, entra Nathan (NATE) na Guitarra e Voz para concluir a formatura actual da banda.Os quatro da Ilha Montanha, cedo começam a explorar as composições originais, seguindo o estilo dos seus ídolos como Blink 182, Sum 41, Simple Plan, Green Day ou Good Charlotte, mas pouco tempo depois afirmam-se definitivamente como rock em português.

Após várias aparições ao vivo e passagens pelos mais importantes palcos da sua ilha, rumam no Verão de 2008 à Ilha Terceira, para a gravação do primeiro álbum de originais nos Watt Studios, tendo como produtor João Mendes.

Os NOVA DINASTIA preparam agora o lançamento do álbum e encontram-se perante uma nova realidade nas suas vidas, prometendo assim muito trabalho e dedicação e vivendo sempre todos os dias “Como se não houvesse amanhã".

Um álbum com doze temas originais, sempre com a alegria que o pop/rock português pode ter e também com alguma irreverência oriunda do Punk, o primeiro single a chegar às rádios é precisamente " Verão Frio", um disco que acima de tudo dedicado à juventude, embora tal facto, é apropriado para qualquer idade...

"Verão Frio" chega às rádios em Março.


Fonte: Nine Media

Fala Quem Sabe



AGENDA DOS ESPECTÁCULOS

Março 09 - São Mateus - Casa do Povo de São Mateus

Março 10 - Terra – Chã - Sociedade Musical Recreio da Terra-Chã

Março 11 - São Bartolomeu - Casa do Povo de São Bartolomeu

Março 12 - Altares - Sociedade do Sagrado Coração de Jesus

Março 14 - Ribeirinha - Sociedade Recreio dos Lavradores

Março 15 - Doze Ribeiras - Sociedade Recreativa Rainha Santa Isabel

Março 19 - Feteira - Casa do Povo da Feteira

Março 23 - São Sebastião - Sociedade Recreativa Musical União Sebastianense

Março 24 - Posto Santo - Salão Paroquial do Posto Santo

Março 25 - Cinco Ribeiras - Sociedade Nossa Senhora do Pilar

Abril 04 - Santa Bárbara - Filarmónica Recreio de Stª Bárbara

Abril 24 - Raminho - Sociedade Recreativa do Raminho

Abril 25 - Serreta - Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

Maio 05 - Porto Judeu - Sociedade Recreio Brianda Pereira

Maio 12 - São Bento - Edifício Cultural de São Bento



Fonte: Azor Waves -Produção de Espectáculos, Lda

06/03/09

APRESENTAÇÃO FINAL DO WORKSHOP DE IMPROVISÃO EM DANÇA


Em Angra do Heroísmo, dia 7 de Março (Sábado), no Grande Auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, pelas 21h30.

Para quem quiser ver excelentes criativos a improvisar in loco, at full power! Serão todos muito bem-vindos!
Nota: A BdM estará particularmente atenta a uma pessoa que lhe é muito especial. Força Sónia!

Z-Day em Angra do Heroísmo‏

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Vídeo: http://edition.cnn.com/video/#/video/tech/2009/03/19/tuchman.magical.murals.cnn
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MINI-EXPOSIÇÃO





Exposição Luís Roque




Descalças - Cooperativa Cultural têm o prazer de convidar-vos para a abertura da exposição de Luís Roque, Sem título 1998-2008, a ter lugar na Galeria Arco 8 no dia 7 de Março, pelas 22h.A inauguração da exposição contará com o concerto Gent'ilesa, integrado no projecto Semear Gent'ilesa, que marca a digressão do último disco da compositora Teresa Gentil.

Parceria: Galeria e Bar ARCO 8
Apoio: Anima, RTPAçores, Rádio Nova Cidade, Conservatório Regional de Ponta Delgada
Agradecimentos: Gianna de Toni, Catarina Ferreira, equipa de montagem descalça, e todas as pessoas que colaboram na produção desta exposição.
O projecto 'Semear Gent'ilesa' é uma iniciativa de Descalças cooperativa cultural e tem o apoio da Presidência do Governo dos Açores - Direcção Regional da Cultura e da RTP Açores.



03/03/09

Concurso internacional de fotografia‏


A partir do dia 2 de Março é possível começar a enviar portfólios para o New York Photo Festival 2009. Os trabalhos podem submetidos até ao dia 1 de Maio, mês em que decorre o festival (13-17).

Semear Gent'ilesa em S. Miguel





concerto Gent'ilesa - Teresa Gentil
por falar em... Dia Internacional da Mulher


Sábado, 7 Março, 22h30
concerto de abertura da exposição de pintura de Luís Roque
sem título 1998-2008
Galeria Bar Arco 8 Ponta Delgada
Apoio: DRaC, RTPAçores, Arco 8, Anima

Domingo, 8 Março, 21h30
Teatro Ribeiragrandense, Ribeira Grande
Org. Câmara Municipal da Ribeira Grande
Teresa Gentil - piano, guitarra e voz
Maria Simões - voz (dita palavra) e flauta
Miguel Cardoso - baixo eléctrico e contrabaixo
Rui Silva - percussão
Manuel Maio - violino


O projecto "Semear Gent'ilesa" tem o apoio da Direcção Regional da Cultura e da RTP Açores

Agenda Cultural - Lajes do Pico


TERRA-MULHER



Sábado dia 7 de Março de 2009 - Carmina Galeria·

18h00: inauguração da Exposição colectiva - "TERRA-MULHER": Cátia Guimarães, Maria Ana Simões e Phillipa Cardoso·

19h30: concerto pelos alunos do conservatório Tomás de Borba




Domingo dia 8 de Março de 2009 (Dia Internacional da Mulher) - Carmina Galeria

18h00: Mesa Redonda - "Igualdade de Oportunidades" com a presença da Dra. Natércia Gaspar (Directora Regional da Igualdade de Oportunidades), Dra. Isabel Berbereira (Directora Regional da Solideriedade e Segurança Social), Dra. Fabíola Cardoso (Directora Regional da Educação e Formação), Dra. Sofia Duarte (Directora Regional da Saúde), Dra. Marta Silva (Moderadora - Jornalista da RTP-Açores)

02/03/09

A MULHER E A ARTE


DIA MUNDIAL DA POESIA - FESTA DA POESIA NAS LAJES DO PICO

FESTA DA POESIA

de Segunda-Feira 16 a Domingo 22 de Março (Comemorações do Dia Mundial da Poesia)
CENTRO DE ARTES E DE CIÊNCIAS DO MAR (antiga fábrica da baleia SIBIL - Lajes do Pico)
COLABORAÇÃO DA ESCOLA DAS LAJES

Assinalamos o Dia Mundial da Poesia (21 de Março) com uma Semana de Festa. Uma Semana cheia com palavras de poetas. Uma Festa de poesia. Nesta Festa da Poesia temos todos os dias à sua disposição uma actividade diferente. Propomos-lhe, pois, que faça desta semana uma semana especial na sua vida!

»» ESPECTÁCULOS

» SOPA DE LETRAS pel’As Descalças
> Sexta 20 Centro 18.30 horas

Dia Mundial da Poesia
» SEMEAR GENT’ILESA pel’As Descalças
Sábado 21 Centro 22 horas

»» CAFÉ COM PALAVRAS
Aproveite para tomar uma bebida e escutar uns minutos de poesia. Se desejar, traga os seus poemas favoritos para os partilhar.
Terça 17 a Quinta 19 Centro 18.30 horas
Sexta 20 Centro 21.30 horas
Domingo 22 Centro 18.30 horas

»» OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA
Para todos

Coordenação d’As Descalças
> Terça 17 a Sexta 20: sessões Centro
> Sábado 21: aula pública Centro 11 horas

»» JOGOS DE POESIA
Para todos
Realização da Equipa do Centro.

> Jogo da Glória das Palavras
Segunda 16 Centro-ar livre 10 horas
Terça 17 Centro-ar livre 15.30 horas

> Gincana Poética

Quinta 19 Centro-imediações 15.30 horas
Sábado 21 Centro-imediações 14 horas

> Quiz de Poesia
Quarta 18 Centro 10 horas

»» FEIRA DE LIVROS DE POESIA
Dezenas de livros com descontos de 20%
Segunda a Domingo Loja das 10 às 19 horas

»» AUDIO-LIVROS DE POESIA
Segunda a Domingo Centro das 10 às 19 horas


» ACTIVIDADES GRATUITAS - INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
[Inscrições prévias são necessárias apenas para a Oficina de Escrita Criativa e os Jogos de Poesia. Pode também realizar a sua Inscrição na Escola das Lajes]

CENTRO DE ARTES E DE CIÊNCIAS DO MAR (antiga fábrica da baleia SIBIL)
Rua do Castelo 9930-138 LAJES DO PICO
Tel: 292 679 330-1 Fax: 292 679 337 E-mail: cacm_sibil@sapo.pt

A MÚSICA CONTEMPORÂNEA AÇORIANA EM FORMATO ESPECTÁCULO














LUIS ALBERTO BETTENCOURT www.myspace.com/labett
Marcação de Espectáculos: PEDRO FRAGOSO Tlm. 96 356 02 43 pfragoso@nine-media.net

DIA MUNDIAL DO TEATRO - FESTA DO TEATRO NAS LAJES DO PICO‏

FESTA DO TEATRO

de Segunda-Feira 23 a Domingo 23 de Março (Comemorações do Dia Mundial do Teatro)

CENTRO DE ARTES E DE CIÊNCIAS DO MAR (antiga fábrica da baleia SIBIL - Lajes do Pico)

COLABORAÇÃO DA ESCOLA DAS LAJES

Assinalamos o Dia Mundial do Teatro (27 de Março) com uma Semana de Festa.
Propomos-lhe que faça desta semana uma semana especial na sua vida!
»» ESPECTÁCULOS
» A PARTIR DE AMANHÃ

Cláudia Gaiolas / Mundo Perfeito
Dia Mundial do Teatro
Sexta 27 Centro 22 horas
Maiores de 18 anos
[este texto está editado na revista Magma nº 6 - Dramaturgias Portuguesas Contemporâneas, 2008]

» O DECISIVO NA POLÍTICA
Jorge Andrade / Mala Voadora
Sábado 28 Centro 22 horas
Maiores de 18 anos

»» OFICINA DE INICIAÇÃO TEATRAL
Para alunos dos 3º e 4º anos do 1º Ciclo
Coordenação de Cláudia Gaiolas, da companhia Mundo Perfeito.
> Segunda 23 a Sexta 27
> Sábado 28: aula pública Centro 15 horas

»» OFICINA TEATRAL
Para todos, em horário pós-laboral. Horários a combinar.
Coordenação de Cláudia Gaiolas, da companhia Mundo Perfeito.
> Terça 24 a Quinta 26

»» FEIRA DE LIVROS DE TEATRO
Dezenas de livros com descontos de 20%
Segunda a Domingo Centro das 10 às 19 horas

»» VÍDEOS/DVDs DE TEATRO
Espectáculos de todo o mundo.
Segunda a Domingo Centro das 10 às 19 horas

»» CAFÉ COM TEATRO
Aproveite para tomar uma bebida e escutar trechos de textos teatrais. Se desejar, traga as suas peças favoritas para as partilhar
Segunda 23 a Domingo 29 Centro 18.30 horas

» ACTIVIDADES GRATUITAS «» INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
[Inscrições prévias são necessárias apenas para as Oficinas de Teatro, que podem ser igualmente realizadas na Escola das Lajes]

CENTRO DE ARTES E DE CIÊNCIAS DO MAR (antiga fábrica da baleia SIBIL)
Rua do Castelo 9930-138 LAJES DO PICO
Tel: 292 679 330-1 Fax: 292 679 337 E-mail: cacm_sibil@sapo.pt

Workshop Experimental de Vídeo Jamming‏





Dias 21 e 22 de Março de 2009

Com JOÃO RAPOSO - http://www.fullking.com/



INSCRIÇÕES ABERTAS para maiores de 16 anos
ROTAS - Restaurante Vegetariano
Rua Pedro Homem, nº 49, Ponta Delgada - telefone +351 915 548 654

ORGANIZAÇÃO
CORREDOR

Workshop de Teatro

De 9 a 20 de Março de 2009

Com PATRÍCIA DA SILVA do TEATRO PRAGA


INSCRIÇÕES LIMITADAS
ROTAS - Restaurante Vegetariano
Rua Pedro Homem, nº 49, Ponta Delgada - telefone +351 915 548 654

MAIS INFORMAÇÕES
www.corredorass.blogspot.com
http://www.corredorass.com/


PARA OS INTERESSADOS EM MAIS INFORMAÇÃO
http://www.teatropraga.blogspot.com/ http://www.teatropraga.com/


Transformar ideias em arte e a arte em negócio


19.02.2009, Sérgio C. Andrade


Os dez projectos seleccionados para o I Prémio Nacional de Indústrias Criativas foram desafiados a transformarem ideias em negócios geradores de emprego e riqueza

As indústrias criativas estão na ordem do dia. É verdade que a necessidade (leia-se: a crise) aguça a determinação em procurar novas fontes de criação de riqueza. E Portugal parece querer encontrar de vez o seu lugar no novo comboio do "empreendedorismo", o conceito que entrou já no glossário político e económico.
É disso que se vai falar, hoje e amanhã, na Fundação de Serralves, no Porto, instituição que no ano passado lançou uma incubadora de artes e que tem vindo a apostar também nesta área. Os Encontros para a Competitividade, iniciativa regular do IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento), são este ano dedicados às indústrias criativas, com uma série de convidados que irá debater temas como as parcerias para a inovação, o financiamento e os lugares criativos.
Ainda que não façam parte do programa, sobre as mesas de trabalho vão certamente estar os dez projectos que, no final de Janeiro, foram seleccionados para passarem à segunda fase do I Prémio Nacional de Indústrias Criativas. Os finalistas foram escolhidos a partir de 171 candidaturas, número que "ultrapassou as expectativas" do júri representando as duas instituições principais patrocinadoras do prémio, Serralves e a Unicer.
Jorge Pinho de Sousa, professor de Gestão na Faculdade de Engenharia do Porto, e membro do júri em representação de Serralves, recorda que, no ano passado, para a incubadora de artes da fundação se apresentaram apenas 80 candidatos. "Aqui estamos a falar de negócio, e não de um concurso de artistas", nota este especialista, acrescentando que no concurso das indústrias criativas surgiram projectos e ideias "em diferentes estados de maturação", alguns dos quais de pessoas já instaladas no mercado.
Olhando para a lista dos dez projectos seleccionados, ressalta a presença maioritária do design. Jorge Pinho de Sousa lê nisto "um sinal do défice que Portugal ainda apresenta neste sector", onde há gente "com muitas ideias", mas com deficiente formação (e pouca ousadia) nas novas tecnologias e no multimédia, que fazem a força, por exemplo, da Inglaterra, o país que mais tem avançado nas indústrias criativas.A presença maioritária do design e da arquitectura (respectivamente com 32 e 16 projectos na lista inicial de candidaturas) é também o reflexo do desemprego que afecta os jovens recém-formados nessas áreas - "e que vêem neste concurso uma possibilidade de acesso ao emprego", diz Pinho de Sousa, que acredita na "enorme potencialidade" das indústrias Criativas.
Os dez candidatos (ver texto nestas páginas) são agora convidados a elaborar, até Abril, com o apoio dos parceiros do concurso, um plano de negócios com os seus projectos. No final de Maio, será anunciado o vencedor, que terá direito a um prémio pecuniário de 25 mil euros e a entrar na Incubadora de Arte de Serralves.