
O IAC-Instituto Açoriano de Cultura, a convite da Direcção Regional da Cultura, faz-se representar na Semana da Cultura Açoriana, a decorrer de 2 a 7 de Março do corrente ano, no Teatro São Luiz em Lisboa, numa abordagem a conteúdos relacionados com a arquitectura.
Este Instituto estará presente a 3 de Março, próxima quarta-feira, dia dedicado à Arquitectura Açoriana e da realização de um painel de conferências moderado pelo Arq. Manuel Graça Dias, que contará com a participação dos Arquitectos João Vieira Caldas, José Manuel Fernandes e da Dr.ª Isabel Soares de Albergaria. O IAC leva a efeito a apresentação da exposição de divulgação da arquitectura conhecida por O Estilo Micaelense, de que o concelho da Ribeira Grande (São Miguel) é detentor de uma grande diversidade de casos.
Este Instituto estará presente a 3 de Março, próxima quarta-feira, dia dedicado à Arquitectura Açoriana e da realização de um painel de conferências moderado pelo Arq. Manuel Graça Dias, que contará com a participação dos Arquitectos João Vieira Caldas, José Manuel Fernandes e da Dr.ª Isabel Soares de Albergaria. O IAC leva a efeito a apresentação da exposição de divulgação da arquitectura conhecida por O Estilo Micaelense, de que o concelho da Ribeira Grande (São Miguel) é detentor de uma grande diversidade de casos.
A expressão “estilo micaelense” tem sido utilizada, essencialmente, para caracterizar uma arquitectura doméstica de aparência robusta, construída, provavelmente, entre a primeira metade do século XVII e os meados do século XVIII, onde, entre os elementos construtivo/compositivos de raiz clássica que estruturam e decoram as suas fachadas, ressaltam os frisos com elementos piramidais (rombos em relevo ou em ponta de diamante).
Foi o etnógrafo Luís Bernardo Leite de Ataíde quem primeiro reconheceu a especificidade desta arquitectura, identificou os seus elementos estilísticos e verificou que se distribuía essencialmente pelos centros urbanos da ilha de São Miguel, com particular peso na Ribeira Grande, adoptando a designação hoje divulgada.
Esses elementos estilísticos, porém, não estão necessariamente associados a uma tipologia funcional, já que, sendo mais frequentes na casa nobre, ou abastada, aparecem também na arquitectura pública civil, na religiosa e até em pequenas casas “populares”. Mas não há dúvida que deram origem a uma “modalidade arquitectónica (…) possuidora de personalidade própria e inconfundível” como bem observou Leite de Ataíde.
Esta exposição, produzida por este Instituto para a Câmara Municipal da Ribeira Grande, far-se-á acompanhada de uma brochura, editada para o efeito, e estará patente ao público, no Jardim de Inverno do Teatro, pelas 18h30, do mesmo dia.
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