08/04/08

"De facto!

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Um sujeito entra na estação do metro, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, na hora de ponta matinal. Durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, umStradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemovel no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo semetiqueta de marca."

o video da experiência http://www.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw



CONFERÊNCIA EM DIRECTO













COLECTIVA INTER-REGIONAL DE FOTOGRAFIA
Paulo Monteiro expõe nas Canárias


No âmbito da execução do “MEDIAT-Memória Digital Atlântica”, projecto de cooperação inter-regional embrionário de um Arquivo de Imagem dos Açores, e na sequência da segunda edição do Concurso Fotográfico da Macaronésia Europeia, é inaugurada em Santa Cruz de Tenerife na próxima quinta-feira dia 10 de Abril a exposição colectiva intitulada “La Manera Atlántica II”, dos fotógrafos premiados Paulo Monteiro, dos Açores, e Francisco Macías González, das Canárias.
Fundador de uma colecção contemporânea de fotografia da Macaronésia, o concurso visou o objectivo de propiciar um espaço de diálogo em que, através da expressão criativa no domínio da fotografia, os arquipélagos atlânticos pudessem pelo conhecimento mútuo aprofundar a compreensão de traços comuns e de diferenciação, na procura de uma hipotética “maneira atlântica” de entender a vida, assumindo também a função de elemento facilitador de novas formas autónomas de cooperação dinâmica entre as regiões após o encerramento em Junho de 2008 do projecto MEDIAT.
Ao parceiros no projecto do âmbito do programa de iniciativa Comunitária INTERREG III B – Direcção Regional da Cultura, Centro de Fotografia Isla de Tenerife e Photographia-Museu Vicentes, da Madeira – ambicionam na edição de 2008 do concurso fotográfico conseguir ultrapassar a fronteira politica da Europa para incluir o arquipélago de Cabo Verde, na assumpção plena do espaço geográfico da Macaronésia.

OS AUTORES
Paulo Monteiro
- Com um dos mais sólidos percursos nos Açores no domínio da fotografia documental de autor, é natural de São Miguel, ilha onde nasceu em 1963 e onde reside. Constituído por dez imagens de todas as ilhas açorianas, em registo analógico a preto e branco, o projecto fotográfico premiado e agora exposto assume-se como testemunho de “práticas que poderão encontrar-se em perigo de extinção ou de séria adulteração por via da globalização”.
Francisco Macías González – Docente da cadeira de Engenharia de Construção Civil no curso de Licenciatura em Geografia da Escola Universitária de Las Palmas da Gran-Canária, nasceu em 1960. Constituído por dez imagens de uma das ilhas canarinas, em registo analógico a preto e branco com posterior tratamento digital, o projecto fotográfico premiado e agora exposto é intitulado “Inafortunada isla de Fuerteventura”.

SEMANA DA FOTOGRAFIA
A par da exposição, e integrada na designada “IV Semana da Fotografia da Macaronésia Europeia”, terá lugar em Santa Cruz de Tenerife um colóquio em que participam o investigador Carlos Enes com a Comunicação intitulada “A Expansão da Fotografia nos Açores”, bem como o docente de História da Universidade dos Açores, Carlos Guilherme Riley, com a Comunicação caracterizadora da obra do fotógrafo dos Açores intitulada “Paulo Monteiro: Um olhar franciscano”.

UMA ITINERÂNCIA
A exposição colectiva inter-regional que agora abre no Centro de Fotografia de Tenerife, dará lugar a uma itinerância pelos arquipélagos da Madeira e dos Açores, a iniciar em 23 de Maio na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.






Mundos Artificiais e Artefactos Naturais
Entre a Arte e a Técnica há um terreno quase inescrutável. Onde está fronteira entre a obra de Engenharia e a obra de Arte? O artefacto nasce do impulso criativo ou apenas do conhecimento acumulado? Onde começa o acto criativo e termina o fascínio pelo aparelho? Será o objecto de Arte apenas ambiente trabalhado pelo Homem, com o objectivo de comunicar ideias, um meio onde se acumula a cultura e a consciência do passado? (E, nesse caso, o ambiente como meio de comunicação entre os outro animais é apenas um objecto natural, que pode ser fascinante pela sua beleza, mas vazio de consciência? Voltamos ao tema mais tarde.) A Arquitectura é, desde há vários séculos, zona de confluência de muitas destas questões. Mais recentemente, a Fotografia e o Cinema vieram alimentar o problema ao trazer consigo a complexidade técnica dos aparelhos e do meio de registo. (Na Fotografia, o aparelho e a química fascinaram antes da Obra. O aparelho foi mesmo utilizado antes da Fotografia, como veremos mais à frente.) E algumas experiências nas artes visuais, introduzidas no século XX, ocuparam campos que antes pareciam estar apenas reservados às ciências da cognição (vide Gestalt e Bauhaus, por exemplo).




Francis Frith, 1862

Os universos artificiais (ou emergentes, para ser mais correcto), oriundos das ciências da complexidade e da notável evolução dos computadores nas últimas três décadas (os quais permitiram a realização de experiências reveladoras, autênticos Descobrimentos das terras da Complexidade), podem ser a mais recente ferramenta de análise dos obscuros contornos que delimitam (ou não) as fronteiras entre Arte e Ciência (e Arte e Técnica). No entanto, é necessário ter algum cuidado com as afirmações mal medidas.Actualmente, fala-se muito sobre uma hipotética Arte Artificial, nascida das disciplinasInteligência Artificial e Vida Artificial. Dá-se o nome Arte Artificial a processos tão distintos como criação de formas com Algoritmos Genéticos (criação necessariamente guiada por uma avaliação humana), e peças “criadas” por sociedades de insectos artificiais. Mas poder-se-á adjectivar como Artificial um processo conduzido por mão humana (como acontece na Arte gerada Algoritmos Genéticos, os quais são processos evolutivos de selecção e recombinação de soluções que necessitam de uma qualquer forma de avaliação dessas mesmas soluções); e um desenho que emerge de um modelo da Natureza (colónias de insectos artificiais) é um objecto de Arte (Artificial ou não)? Se vamos atribuir o epíteto de Arte a qualquer objecto criada por modelos que simulam o comportamento dos animais, então porque não dizer também que estamos perante Arte quando observamos os artefactos criados pelos próprios animais na Natureza? O voo de um bando de pássaros é uma coreografia consciente, uma obra de Arte? A estrutura/desenho de um formigueiro na busca de alimento é uma obra de Arte? Não creio. Restar-nos-ão apenas os modelos estritamente artificiais, não inspirados em qualquer modelo natural, mas apenas o resultado da aplicação de regras simples, das quais emerge comportamento complexo (Autómatos Celulares, por exemplo)? Mas então precisaríamos de estabelecer uma diferença clara entre esta Nova Ciência (usando as palavras pomposas de Stephen Wolfram, A New Kind of Science, o título do seu livro sobre as Ciências da Complexidade) e a “Velha” Ciência. A Matemática, por exemplo. Como dizia o poeta, o Binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo (O que há é pouca gente para dar por isso, Álvaro de Campos/Fernando Pessoa). Uma paisagem de feromona artificial (feromona é a substância usada na comunicação entre formigas) transposta para um modelo tridimensional não é mais do que um Binómio de Newton da Nova Ciência. É uma descoberta ou uma criação? Resolva-se esse velho problema filosófico da Matemática e temos a resposta para algumas questões (aparentemente) modernas. Mas uma coisa é certa: dificilmente alguém atribuiria ao Binómio qualidades de Arte Artificial. Beleza, sim. Arte Artificial, não.


Autómato Celular

O que nos podem dar então estas Ciências que estudam os fenómenos emergentes para o diálogo entre Arte e Ciência? Talvez aquilo que a Técnica sempre nos deu: ferramentas. Ferramentas analíticas, e ferramentas no sentido literal. Vamos recuar no tempo, até ao aparecimento de um desses objectos, incontornável na História de duas artes, Pintura e Fotografia: a camera obscura.




A camera obscura é “a máquina fotográfica” antes da descoberta da Fotografia. Os seus princípios de funcionamento já eram entendidos no tempo de Aristóteles, mas foi a partir do século XVI, quando no pequeno buraco das cameras obscuras originais foi colocada uma lente convexa, que o aparelho se transformou num meio para o registo permanente de imagens. Na Pintura, Vermer e Canaletto são apenas dois exemplos de artistas que utilizaram a camera para a criação de algumas das suas obras. Quando Johann Heinrich Schulze (1687-1744) ainda fazia fotogramas com letras recortadas e




Julia Margaret Cameron, retrato de John Herschel, inventor do fixador, 1867

coladas em garrafas cheias com cloreto de prata e ácido nítrico, quando a daguerreotipia ainda era um sonho de Niépce (1765-1833), já o apparatus estava mais do que preparado para receber a nova invenção. Mas, antes da invenção da fotografia, a camera obscura servia “desenhar por cima” (na verdade também foi útil na astronomia, muito antes de Vermeer a utilizar). Hoje, nas paredes dos museus de todo o mundo abundam obras que nasceram deste artefacto. A imagem era projectada, através da lente, numa superfície de desenho. Depois, era só seguir as linhas para executar o esboço. Mais tarde, começou a ser usada para projectar imagens sobre superfícies nas quais se pretendiam fixar essas mesmas imagens por meios químicos. (Fixar!, o grande problema da Fotografia, aquele que atrasou o aparecimento talvez por duas décadas.) A mesma luz, e a prata a substituir os dedos do artista. Baudelaire (1821-1867) agitou-se, mas tinha pouca razão. A ponte entre Fotografia e Pintura já havia sido construída pelos pintores que carregavam a camera obscura quando saíam do estúdio.Durante cerca de cento e cinquenta anos, o aparelho, com poucas alterações, foi usado como o primeiro passo no acto mágico de fixar a luz nos sais de prata. A luz escurece a prata, a revelação acelera o enegrecimento, e o tiossulfato de sódio elimina a prata não escurecida, fixando a imagem para a posteridade. Entretanto, os sais de prata foram substituídos pelo silício, e o grão pelos pixels. Estamos na era da Fotografia Digital. Mas mantendo o pensamento na camera obscura, vamos agora olhar para um artefacto nascido da simulação de fenómenos emergentes, só possível com a tecnologia actual. Uma espécie de câmara digital onde formigas artificiais desenham com feromona. Uma camera obscura para formigas.




O processo é acessível a qualquer pessoa com conhecimentos mínimos de programação. O resultado final, o desenho com feromona (artificial), emerge da interacção entre agentes que seguem regras simples. Imaginemos uma imagem digital, monocromática, como uma rede com a dimensão da imagem (em pixels), na qual, em cada célula, está armazenado o valor do pixel, ou seja, o seu “grau de cinzento” (onde existe o negro temos 0, e onde existe o branco temos 255; entre esses dois valores é representada com alguma exactidão a gama de cinzentos de uma imagem tonalmente rica). Chamemos-lhe habitat. Cada formiga só “vê” localmente, isto é, conhece o valor da célula onde se encontra e das células em seu redor; as formigas não têm percepção global da imagem (ou do habitat), esta emerge da interacção ao nível local. (A acção de uma formiga, isolada do enxame, não é suficiente para criar um mapa cognitivo como aquele que se vê na figura, e é necessária massa crítica suficiente − número mínimo de formigas − para o estabelecimento de redes de comunicação e para a emergência de ordem.) Para além dessa capacidade sensorial, as formigas “andam” e depositam feromona nas células por onde passam. A intensidade de feromona depositada depende do contraste das zonas onde as formigas se encontram: se uma formiga, ao observar a sua célula e aquelas que estão em redor, “percebe” que está numa área da imagem com elevado contraste, deposita muita feromona; caso contrário, deposita menos (o processo é gradual, claro). Por “andar”, entende-se passar para uma das células adjacentes. Como escolhe a formiga a célula para onde se vai dirigir de entre aquelas que a rodeiam? Através de um processo probabilístico que depende da quantidade de feromona que se encontra em cada uma das células. Resumindo, as formigas tendem a mover-se para locais com mais feromona, e, ao mesmo tempo, vão incrementando a feromona quando encontram áreas de maior contraste. Seguir e reforçar. Estamos perante um fenómeno stigmérgico, isto é, comunicação indirecta através do ambiente (o termo stigmergia foi introduzido por Pierre Paul Grassé em 1959). Falta referir uma parte fundamental do modelo: a evaporação. Em cada iteração (isto é, após todas as formigas terem executado as suas duas tarefas, dar um passo e depositar feromona), a feromona em todas as células do habitat é atenuada de um modo uniforme. Sem evaporação o modelo não produziria os resultados que se observam. É a evaporação que permite a emergência de novos caminhos para as formigas, é a evaporação que permite a correcção de erros ou a posterior readaptação a um novo ambiente; imagine-se o caso em que a imagem é retirada, e no seu lugar é colocada outra, ou o caso de uma imagem em movimento: sem evaporação o formigueiro dificilmente se conseguiria adaptar a um ambiente em constante mutação. Compara-se a evaporação ao esquecimento, e temos uma possível linha analogia com os fenómenos neurológicos, dos quais falaremos mais adiante.



Neste ponto podemos fazer uma ligação simples entre o modelo descrito e a prata do processo químico. As formigas reforçam as linhas depositando mais feromona (revelador), enquanto a evaporação elimina o que não interessa (fixador). Se nos lembrarmos que o grão (a alma da fotografia, Paulo Nozolino) surge dos “buracos” que aparecem na película devido à agregação dos sais de prata quando os tempos de revelação são longos, temos um quadro ainda mais interessante. Tal como as linhas desta camera obscura para formigas, que nascem do reforço constante de feromona nas áreas favoráveis, o grão emerge do reforço de revelação.Esta camera obscura para formigas foi inspirada num modelo desenvolvido pelos cientistas Dante Chialvo e Mark Millonas (How Swarms Build Cognitive Maps, 1995). Por sua vez, o modelo insere-se na vasta gama de Ant Algorithms, inspirados no comportamento das formigas na Natureza (na forma como utilizam a feromona para encontrar os caminhos mais curtos entre o formigueiro e as fontes de comida, na forma como organizam os detritos em redor do formigueiro, na forma como algumas espécies de formigas constroem galerias subterrâneas, etc..) Estes agentes simples que geram deram comportamentos colectivos complexos origem a novos paradigmas de optimização, progressos no estudo da Complexidade, e até talvez tenham aberto caminho para progressos nas neurociências. No artigo referido, Chialvo e Milonas defendem que pode existir uma analogia, mais do que metafórica, entre o comportamento das formigas e a auto-organização dos neurónios: The self-organization of neurons into a brain-like structure, and the self-organization of ants into swarms are similar in many respects. Douglas Hofstsader, no seu célèbre livro Godel, Escher e Bach, Laços Eternos, já antes referira ideia semelhante: There is some degree of communication among the ants, just enough to keep them from wandering off completely at random. By this minimal communication they can remind each other that they are not alone but are cooperating with teammates. It takes a large number of ants, all reinforcing each other this way, to sustain any activity – such as trail building – for any length of time. Now my very hazy understanding of the operation of brain leads me to believe that something similar pertains to the firing of neurons emergence of complex dynamical systems from the interactions of simple elements following simple rules.Por isso designamos os mapas de feromona (desenhos) como mapas cognitivos. Isto poder-nos-ia levar a caminhos mais complicados. São as tais ferramentas analíticas. Não recusamos a empresa mas para já ficamos por aqui.


PS: sobre este trabalho Carlos Miguel Fernandes prepara uma exposição a apresentar em Setembro na
galeria P4

* Carlos Miguel Fernandes
nasceu em Luanda em 1973 e vive agora em Granada onde prepara a sua tese de doutoramento sobre os Mundos Artificiais. Em Lisboa, onde viveu até 2007, estudou fotografia no Ar.Co (1994-96). É licenciado (1998) e Mestre (2002) em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico. “Chamava-lhe o Técnico, como é conhecido na cidade, e todos os dias, quando abria a janela, ele mostrava-se como que a lembrar-me do destino traçado”, Carlos Miguel Fernandes, retirado do catálogo do seu livro “I-S-T 95-75-15”.

Artigo retirado na íntegra de
Saisdeprata-e-pixels




Distinção anunciada hoje à noite

Arquitecta Maria Moita vence 3º Prémio Fernando Távora


Maria Moita participou na construção e reconstrução de escolas em Timor-Leste

07.04.2008 - 23h02 Sérgio C. Andrade


O projecto de uma viagem para estudar a “Arquitectura para o desenvolvimento. Intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático” valeu à arquitecta Maria Moita a 3ª edição do Prémio Fernando Távora. O anúncio do vencedor foi feito hoje à noite, numa sessão pública realizada na Câmara Municipal de Matosinhos, onde o júri justificou a sua escolha pelo facto de a proposta apresentada por Maria Moita manifestar “a convicção de que a arquitectura pode e deve ser uma mais-valia no processo de reconstrução em locais remotos que sofreram as consequências devastadoras de desastres naturais ou bélicos”.

O Prémio Fernando Távora é uma iniciativa da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos e tem o valor de 5000 euros, para ser utilizado numa viagem de investigação, que deverá resultar num registo documental e numa conferência. No seu projecto, a arquitecta premiada propõe-se visitar países como Timor-Leste ou o Siri Lanka e analisar, “in loco”, o papel que a arquitectura teve (e pode continuar a ter) nestes dois países respectivamente afectados pelos conflitos anteriores à independência de 1999 e pelo tsunami do Natal de 2004. Dará, assim, sequência ao trabalho em que já esteve envolvida em Timor, em 2002/3, onde participou na construção e reconstrução de escolas promovidas pelo Banco Mundial e pelo Ministério da Educação do jovem país. Licenciada pela Faculdade de Arquitectura do Porto e com pós-graduação na Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, Maria Moita visitou já também Moçambique, onde investigou a relação da arquitectura com a descolonização.

O júri deste ano foi formado pelos arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Eduardo Souto de Moura e Filipa Guerreiro e pelos professores João Lobo Antunes e Ferrão Afonso. Na acta, os jurados destacaram duas outras componentes da proposta de Maria Moita: “o profundo compromisso para o exercício da cidadania no mundo globalizado; e o reconhecimento da importância de propor soluções rigorosas proporcionadas pelos recursos locais que, de algum modo consubstanciam uma linguagem mais depurada, vital para a cultura contemporânea”.

Ao 3º Prémio Fernando Távora concorreram 24 arquitectos, com propostas que, em grande parte, se destacaram “pela qualidade e excelência”, notou o júri.

Nas edições anteriores foram distinguidos, no ano passado, a arquitecta Sílvia Benedito, com a proposta “Quadrícula Emocional: Um urbanismo híbrido entre natureza e arquitectura nas cidades atlânticas portuguesas do século XVI”; na primeira edição, foi premiado o arquitecto Nélson Jorge Mota, que estudou o espaço doméstico da burguesia portuense do século XIX em comparação com as habitações da burguesia europeia do século XVII.

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Um dos trabalhos do vencedor do BESPhoto



Quarta edição do maior prémio de fotografia em Portugal
Fotografia Miguel Soares é o novo vencedor do Prémio BESPhoto
08.04.2008 - 08h42 Vanessa Rato
O artista plástico Miguel Soares, de 37 anos, tornou-se ontem à noite vencedor da quarta edição do maior prémio de fotografia em Portugal, o BESPhoto (25 mil euros), promovido pelo Banco Espírito Santo (BES).Depois de Helena Almeida, na primeira edição, José Luís Neto, na segunda, e Daniel Blaufuks, na terceira, Miguel Soares ganha o prémio num ano em que este ensaia uma internacionalização desejada há já algum tempo pelos seus organizadores: em Junho, tanto as obras vencedoras como a dos restantes candidatos (Eurico Lino do Vale e Daniel Malhão) viajam até Madrid para integrar o festival PhotoEspaña, para alguns agentes do meio o mais importante festival de fotografia na Europa, neste momento. Miguel Soares, que começou a expor no final da década de 1980, já tinha obras na colecção do BES. Tem exposto sobretudo em Portugal, mas também em Espanha, França e nos Estados Unidos. Está ainda em colecções como a da Culturgest, Portugal Telecom e Fundação PLMJ. A fotografia integra-se geralmente no corpo da sua obra como prolongamento de vídeos de animação digital - é um suporte em que cristaliza as paisagens virtuais dos seus filmes ou determinados aspectos destas.


In Última Hora Público








"TEATRO DE SONHOS" - NO II FESTIVAL DE TEATRO DA HORTA


O Cineclube da Horta, vai exibir nos próximos dias 08 e 10 de Abril, pelas 10:00, no Auditório da Escola Secundária da Horta, “Teatro de Sonhos”, um Documentário com a realização de Rui Simões. Com esta iniciativa o CCH, associa-se ao II Festival de Teatro da Horta, que decorre nesta cidade até 17 de Abril, numa organização da Câmara Municipal da Horta.
Ficha Técnica:
Subsidiado pelo ICAM no Concurso de Apoio Financeiro Selectivo à Produção de Documentários – 2001 Co-financiamento RTP
Premio: Melhor Documentário no 8º OVARVIDEO 2003 – Ovar
Seleccionado para os seguintes eventos e festivais:
25th International Mediterranean Film Festival, FIKE 2003 Os Dias do Documentário 2004 Encontros de Viana 2004 Mostra de Vídeo Português’04

"Documentário sobre o Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos.“Desde os anos setenta que funciona dentro do Hospital Júlio de Matos em Lisboa um grupo de teatro terapêutico que enquadra doentes-actores, numa actividade teatral que vai desde a construção de um texto dramático, até à apresentação de uma peça.”
Documentário – 50’ Produzido em 2003
Realização: Rui Simões Imagem: Rui Simões, Tiago Beja da Costa, Acácio de Almeida, Manuel Andrade, Francisco Costa, Jacinta Barros Som: Rui Simões, Francisco Costa, Joaquim Pinto Montagem: Márcia Costa Genérico: Pedro Andrade Direcção de Produção: Jacinta Barros Produzido por Real Ficção
Direcção e encenação teatral: João Silva Intérpretes: Ana Maria Machado, António Santana, Filipe do Carmo, Manuela Borges, Margarida Carvalho, Rui Peixoto Música: Jorge Salgueiro










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