26/08/08


S.MIGUEL - 29 de Agosto a 21 de Setembro

Teatro Micaelense

Exposição - 29 de Agosto a 21 de Setembro*

Performance - 30 de Agosto 21h00
Mostra de vídeo - 11 de Setembro 21h00
Teatro - 12 de Setembro - Escola Básica e Integrada de S. Vicente de Ferreira
Música - 12 de Setembro 21h00
Café Literário - 18 de Setembro 21h00**

*Visitas guiadas com Andrea Inocêncio:
Público em geral: 13 de Setembro
Público escolar: 15 e 16 de Setembro
**Com a participação de Maria Rosa Goulart, Renata Botelho, Rogério Sousa, Daniel Gonçalves, Rui Santos e Judite Fernandes

PICO - 26 de Setembro a 19 de Outubro

Exposição - Museu dos Baleeiros - 26 de Setembro a 19 de Outubro*
Mostra de vídeo -Museu dos Baleeiros- 3 de Outubro 21h00
Performance - Auditório da Câmara Municipal das Lajes do Pico - 4 de Outubro 21h00
Teatro - Salão da Filarmónica de S.Roque do Pico - 8 de Outubro
Música - EBS São Roque do Pico- 18 de Outubro 21h00
Café Literário - Museu dos Baleeiros- 11 de Outubro 21h00**

*Visitas guiadas com Andrea Inocêncio:
Público em geral: 4 de Outubro
Público escolar: 2 e 3 de Outubro
** Com a participação de Carlos Alberto Machado, Carlos Bessa, Daniel Gonçalves e Rui Santos.

TERCEIRA- 24 de Outubro a 16 de Novembro

Exposição - 24 de Outubro a 16 de Novembro - Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo
Visitas guiadas com Andrea Inocêncio:
Público escolar: 24 de Outubro
Público em geral: 26 de Outubro
Performance - 29 de Outubro - Sede do Alpendre - 21h00
Mostra de vídeo - 8 de Novembro - Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo - 21h00
Música - 12 de Novembro - Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo - 21h00
Café Literário - 7 de Novembro - Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo - 21h00
Com a participação de Carlos Bessa, Mário Cabral, Rogério Sousa, Daniel Gonçalves, Rui Santos e Judite Fernandes

FLORES - 28 de Novembro a 12 de Dezembro
Museu das Flores

Exposição - 28 de Novembro a 12 de Dezembro*

*Visitas guiadas com Andrea Inocêncio:
Público em geral e público escolar: 4 e 5 de Dezembro

Paralelamente, serão realizadas Mostras de Video nas escolas secundárias dos Açores.

Informações sobre a Mostra Labjovem - Jovens Criadores Açores disponíveis em www.labjovem.pt





14/08/08

[Podia ser aqui]
"Back Pack Paradise", de Mónica Miranda


Exposições até 7 de Setembro

A arte contemporânea muda-se para o Algarve no Verão

13.08.2008 - 17h40 Susana Pomba
Se o destino é o Sul do país nesta época, não será difícil encontrar bem perto uma exposição de arte contemporânea para ver depois de um dia de praia. Este ano, com o programa de arte contemporânea da segunda edição do Allgarve, e com outras iniciativas como o “Verão em Tavira”, parece que a arte contemporânea está bem viva a Sul do país, pelo menos até 7 de Setembro, data de encerramento da maioria das exposições.
O programa de Arte Contemporânea desta segunda edição do Allgarve é extenso. Foi desenvolvido pelo Museu de Serralves e apresenta sete exposições com cerca de 60 artistas nacionais e internacionais espalhados por vários locais - dos "clássicos" espaços de exposição a praias, aeroporto e “outdoors”, passando por antigos conventos, e uma mina de Sal-Gema.
“Mundos Locais”, “Holidays in The Sun” e “Articulações” são as exposições centrais, com muitas instalações adaptadas ou feitas especificamente para os locais escolhidos. Mas também se pensa a arquitectura com “Reacção em Cadeia: Transformações na Arquitectura do Hotel”, uma exposição que reflecte uma das indústrias principais do Algarve: o turismo. Também inseridas no programa estão representações de colecções – como a Colecção Berardo, com obras de Bill Viola e James Turrell e a Ellipse Foundation com filmes de William Kentridge e a colaboração com o Festival Internacional de Fotografia Y Artes Visuales - PhotoEspaña, com uma mostra do espanhol Ignasi Aballí.
Primeira paragem: Faro
Mas comecemos por Faro. No Museu Municipal, convivendo com as colecções do museu, principalmente de arqueologia e etnografia, estão duas instalações, pertencentes à Colecção Berardo, de dois americanos "pesos-pesados" da arte contemporânea - “Il Vapore” (1975) de Bill Viola e "Fargo, Blue" (1967) de James Turrell. Bill Viola é um dos precursores do uso do vídeo nas artes plásticas e James Turrell é muito conhecido pelas suas instalações de grande escala em que desafia a percepção e experiência sensorial do espectador.
"Il Vapore" está colocada numa capela do antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, hoje Museu Municipal de Faro. Nada parece mais apropriado – instalada no que julgamos ser o espaço do altar, a instalação convoca o espectador à meditação. Podemos até sentar-nos, de pernas cruzadas, em frente a um pote que ferve folhas de eucalipto. Do outro lado um monitor em que vemos a nossa imagem sobreposta à do próprio artista, em pose de meditação.
Num outro andar do museu está "Fargo, Blue" (1967) a projecção de um gigante quadrado de luz azul numa sala escura, faz o espectador redimensionar o espaço onde se encontra.
Mesmo ao virar da esquina do Museu está a Fábrica da Cerveja. Os cerca de 3000 metros quadrados de salas de variadíssimas configurações recebem “Articulações”, exposição comissariada por Nuno Faria que tem também duas extensões em Loulé. É fácil perdermo-nos pelas salas da antiga fábrica, cheias de instalações, peças feitas propositadamente para o local e, por vezes, peças subtis, quase invisíveis. Projecções de filmes de Ângelo de Sousa ou Sérgio Taborda, esculturas de Leonor Antunes ou Francisco Tropa, instalações de Ricardo Jacinto, dos brasileiros Fernanda Gomes e Nelson Félix, desenhos murais, por exemplo, do romeno Dan Perjovschi (que expôs o ano passado na Culturgest do Porto) disseminados pelo espaço expositivo como se de graffiti se tratasse.
Ainda em Faro e bem perto também do Museu Municipal e da Fábrica da Cerveja, está a Galeria Municipal de Arte Trem que depois de uma exposição de pintura de Jorge Martins, apresenta (a partir de 9 de Agosto) a exposição “Transparências” de Gerardo Burmester. Bem perto de Faro, em Almancil, está “Finisterra”, uma mostra associada ao programa Allgarve, organizada pela jovem comissária Maria do Mar Fazenda. Centrada à volta da ideia de paisagem é apresentado, até 25 de Agosto, o trabalho de Hugo Canoilas na Galeria de Vale do Lobo, e até 28 de Agosto, as obras de Gonçalo Sena, Luís Nobre e Renata Sancho, num outro espaço, o Centro Cultural São Lourenço.
Tal como Finisterra, The Storyteller, uma grande instalação “site-specific” de João Pedro Vale, é uma exposição associada ao programa Allgarve. O artista foi convidado a conceber uma instalação para as ruínas romanas do Museu Arqueológico do Cerro da Vila, em Vilamoura. Inaugurada no passado dia 19 de Julho (e até 15 de Setembro), “The Storyteller” envolve um percurso imaginário que "levanta", por meio de tendas, algumas das divisões e espaços da antiga estrutura romana. A “nova vila”, erguida pelo artista, é constituída por coloridas tendas que fazem referência tanto a épicos de Hollywood como a elementos da arquitectura tradicional portuguesa e também a alguns ícones arquitectónicos algarvios, como, por exemplo, as chaminés. Algumas das tendas funcionam também como salas de visionamento de um vídeo em estilo documental em que podemos ver depoimentos de variadíssimas personalidades, como, por exemplo, o arquitecto Pedro Gadanho, o historiador Anísio Franco, ou Paulo China, dono de vários restaurantes em Vilamoura.
Arte na Mina de Sal-Gema
Um pouco mais a norte, em Loulé, estão as duas outras exposições parte de “Articulações”. No Convento de Santo António estão esculturas, desenhos e intervenções específicas de dois artistas de diferentes gerações. Rui Sanches é um dos nomes importantes da escultura portuguesa da segunda metade do século e Rui Moreira tem desenvolvido o seu corpo de trabalho concentrando-se essencialmente no suporte desenho. As obras dos dois autores articulam-se com o espaço do convento e as suas peculiaridades - a nave do edifício encontra-se restaurada, mas o seu claustro de dois andares ainda está em ruínas.
É também em Loulé que podemos descer a 300 metros de profundidade para ver o “Museu Abissológico” de João Maria Gusmão e Pedro Paiva. As paredes escuras da Mina de Sal-Gema recebem objectos/esculturas, filmes em 16mm e também algumas obras feitas propositadamente para este local tão particular.
Mas João Fernandes, o director do Museu de Serralves, não convidou apenas comissários especialistas em arte plásticas contemporâneas - Luís Tavares Pereira, o curador de “Reacção em Cadeia, Transformações na Arquitectura do Hotel”, que ocupa a Quinta da Fonte da Pipa e o Lagar das Portas do Céu, em Loulé, decidiu pensar a arquitectura de hotéis através não só da apresentação de projectos, a mais vulgar "exposição de arquitectura", mas também através da fotografia, de Paulo Catrica, e da escrita, de Jorge Gomes Miranda.
E se continuarmos pelo barlavento algarvio a próxima paragem é Lagoa. É ai que estão, no Convento de São José, as três obras do importante artista sul africano - William Kentridge – pertencentes à Colecção Ellipse - "Seven Fragments for Georges Méliès", "Journey to The Moon" e "Day for Night". "Seven Fragments for Georges Méliès", a instalação central, é composta por sete projecções vídeo que mostram o artista no seu estúdio e prestam homenagem ao início do cinema e ao pioneiro George Méliès.
PHotoEspaña em Portugal
Em Portimão encontramos uma extensão da PHotoEspaña 2008 em Portugal, este ano comissariada pelo português Sérgio Mah. “Sem Actividade” apresenta obras do artista espanhol Ignasi Aballí. O título faz referência ao local de exposição - o Museu de Portimão, antiga fábrica de conservas. O trabalho de Aballí, de cariz conceptual, centra-se numa contínua reflexão sobre os processos e os materiais da criação artística, principalmente da pintura e da fotografia. “Sem Actividade” reúne duas séries - "Luz (Ventanas)", de 1993, um conjunto de sete grandes painéis feitos de cartão que reproduzem a forma exacta das janelas do atelier do artista em Barcelona, e "Manipulaciones", de 2008, uma série inédita em que se vêem várias mãos a realizar diferentes operações técnicas a aparelhos fotográficos. Para além destes trabalhos, a exposição tem algo curioso: também presente está a própria máquina fotográfica do artista, que por este facto se torna, durante o período da exposição, num "objecto de museu".
Pensar a diversidade cultural das cidades
E recuperemos o fôlego na próxima paragem, Lagos. “Mundos Locais: Espaços, Visibilidades e Fluxos Transculturais” foi a primeira exposição de arte contemporânea a inaugurar no Allgarve 08. Comissariada por Lúcia Marques e Paula Roush, esta exposição partiu da cidade de Lagos para pensar a diversidade cultural das cidades de hoje. A escolha de artistas recaiu em nomes conhecidos, como Ângela Ferreira ou Renée Green, mas também em artistas mais jovens como Francisco Vidal, Ricardo Valentim, Gustavo Sumpta, Susana Guardado ou Ynaiê Dawson. Para além da exposição central dividida por dois locais próximos, o Centro Cultural de Lagos e o Forte Pau da Bandeira, esta exposição também promove um programa paralelo ao longo dos meses de Verão em que se cruzam as artes visuais e as artes performativas - com concertos, performances, conversas, ciclos de filmes e sessões de "Personal DJ" (pela artista e DJ, Susana Guardado).
Mas a caminhada não pára porque uma das exposições centrais deste Allgarve está está disseminada um pouco por todo o lado, e é por isso, por vezes, mais difícil de “encontrar”. João Fernandes decidiu fugir aos espaços expositivos e museológicos. As obras escolhidas foram colocadas pelo Algarve fora - em praias, no aeroporto, nas ruas, num jardim, numa antiga lota. “Holidays in The Sun”, o título da exposição comissariada por João Fernandes para esta segunda edição do Allgarve é "roubado" a uma música dos Sex Pistols de 1977 em que a banda ironizava sobre o contraste entre a ideia de lazer e de férias com os problemas políticos e sociais do mundo.
Qualquer veraneante pode então encontrar, obras de Miguel Palma e João Tabarra no meio do aeroporto de Faro, uma série de motos brancas pelos jardins da Quinta da Fonte da Pipa, em Loulé – uma obra de Claude Lévêque, obras de Xana nas Praias de São Rafael e Praia de Santa Eulália (Albufeira), Praia da Quarteira (Loulé) e Praia da Rocha (Portimão), instalações de Fernanda Fragateiro, Tobias Rehberger e Thomas Hirschhorn na antiga lota na Zona Ribeirinha de Portimão, outdoors de Rogelio López Cuenca fixados pela cidade de Faro, e finalmente gelados, feitos de apenas água mineral (e sem glúten!) do brasileiro Cildo Meireles à porta da Fábrica da Cerveja e dentro do Museu Municipal, em Faro.
E terminamos a viagem no sotavento algarvio, mais especificamente em Tavira, onde encontramos no Palácio da Galeria – Museu Municipal de Tavira uma grande retrospectiva da obra de Pedro Cabrita Reis (até 21 de Setembro). Comissariada por Marta Almeida, conservadora do Museu de Serralves, “Colecções Privadas” é uma exposição antológica que apresenta dezenas de obras do conhecido autor, pertencentes a variadíssimas colecções nacionais, privadas e de museus. Esta iniciativa faz parte do habitual “Verão em Tavira”, e é a única grande exposição do Verão “a sul”, a não ter qualquer ligação ao programa Allgarve.

13/08/08



A 4ª edição do Circular Festival de Artes Performativas realiza-se entre 20 e 27 de Setembro de 2008, em Vila do Conde.
O Festival propõe a apresentação e divulgação de propostas performativas de carácter experimental, privilegiando o envolvimento com os processos criativos e a reflexão em torno das práticas artísticas contemporâneas.
Organização: Circular-Associação Cultural Projecto financiado por Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Vila do Conde
Informações Circular - Associação Cultural T 92 629 40 53 E info@circularfestival.com www.circularfestival.com

Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora - Concursos Nacionais de Banda Desenha e de Cartoon

As propostas de participação para o Festival de 2008 são aceites até dia 10 de Setembro


De 24 de Outubro a 9 de Novembro, decorrerá na cidade da Amadora o 19º Festival Internacional de Banda Desenhada'2008. À semelhança dos anos anteriores, o festival organizou os consurso de BD e de Cartoon tendo como objectivos encontrar novos valores, incentivar a produção da Banda Desenhada e proporcionar a sua apresentação pública.


Para a 19ª edição foi seleccionado para tema dos concursos "Tecnologia e Ficção Científica" sendo, simultaneamente, o tema central do FIBDA. Na categoria de Banda Desenhada, existem dois escalões etários: escalão A (dos 17 aos 30 anos) e escalão B (dos 12 aos 16 anos), enquanto que na categoria de Cartoon apenas existe um escalão, podendo concorrer todos os interessados entre os 16 e os 30 anos.


Os Concursos do FIBDA premeiam sempre os vencedores em valor pecuniário. Banda Desenhada: - Escalão A: 1º prémio (1000 euros); 2º prémio (750 euros) e 3º prémio (600 euros). - Escalão B: 1º prémio (750 euros); 2º prémio (600 euros) e 3º prémio (500 euros). Cartoon: 1º prémio (600 euros); 2º prémio (450 euros) e 3º prémio (350 euros).


A data limite para entrega dos trabalhos, nas duas categorias, é o dia 10 de Setembro. O júri dos concursos reunirá no dia 25 do mesmo mês.

III festival international de solos de dança contemporanea - Lisbon - Portugal

The III festival international de solos de dança contemporanea is again presenting solos works the 13th, 20th and 27th of September 2008,at the Cultural Center of Malaposta in Odivelas, Lisboa,Portugal.

This way we would like to ask for your help divulging the festival, because we still looking for dancers and choreographers that would like to present their´s solo at our festival.

For the application the appliers only needs to send a short synopsis of his work, also a short video sample to the following address, Centro cultural da malapostarua angola2620-492 olival de bastoPortugalor e-mail, to
festinsolosdancacontempo@gmail.com

FÓRUM CULTURA E CRIATIVIDADE
O Fórum Cultura e Criatividade 2008, a decorrer na Exponor (Matosinhos) de 19 a 23 de Novembro, é uma iniciativa da Agência INOVA em colaboração com o Ministério da Cultura e o Ministério da Economia e Inovação.
Integra três actividades: 1) Debates FCC (Gestão Pública e Gestão Privada na Cultura), 2) TEMPUS (I Salão Internacional dos Museus e do Património) e 3) CONCEPTA (I Feira Internacional de Arte, Cultura e Indústrias Criativas).
Destaque para Marcas de Cultura e Marcas na Cultura (dia 21, dia inteiro), I Encontro Internacional de Cidades e Bairros Criativos (dia 22, dia inteiro) e Encontro Informal de Blogues de Cultura e Criatividade (dia 23, parte da tarde).
Mais informações no sítio http://www.inovaforum.org/.

Pode ser visitado aqui.
II Antologia de Poetas Lusófonos

A Editora Folheto Edições & Design com a colaboração do Elos Clube de Leiria da Comunidade Lusíada e com o apoio institucional de várias Associações, Academias e Instituições dos Países Lusófonos acaba de lançar o regulamento para a II Antologia de Poetas Lusófonos com o intuito de continuar a promover a Poesia e os Poetas dos Países Lusófonos.

Esta Antologia pretende, também, ser um Elo de ligação entre todos os Poetas da Língua Portuguesa.

A II Antologia de Poetas Lusófonos destina-se a todos os cidadãos naturais dos Países Lusófonos que residam em qualquer país do Mundo.

Para fazer parte desta antologia, cada participante deverá enviar até cinco poemas de sua autoria, com o máximo de 30 linhas (cada poema).

Os poemas deverão ser enviados até ao dia 17 de Agosto de 2008.O regulamento pode ser consultado aqui.

Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009


O Município de Vila Real de Santo António, em colaboração com o Ayuntamiento de Punta Umbría, e com o «Sulscrito – Círculo Literário do Algarve», instituiu o «Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009», que decorre simultaneamente em Portugal e em Espanha.
Este Prémio tem como objectivo contribuir para uma maior aproximação entre Portugal e Espanha, estabelecer laços que identifiquem Vila Real de Santo António e Punta Umbría como partes de um território comum no conjunto da península ibérica e promover a criação literária e o conhecimento da poesia nas duas línguas (português e espanhol).
O valor do Prémio é de 2.500,00 €, podendo concorrer todos os escritores, nacionais e estrangeiros, desde que as obras a concurso sejam apresentadas em português.As obras premiadas nas edições portuguesa e espanhola serão editadas na colecção “Palavra Ibérica”, em edição bilingue (português e castelhano).
Os originais a concurso deverão ter um mínimo de trinta páginas e um máximo de quarenta e deverão ser apresentados em triplicado até ao dia 3 de Setembro de 2008.
O Programa completo poderá ser obtido junto do Núcleo de Gestão dos Espaços Culturais da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António ou através do site http://www.cm-vrsa.pt/

12/08/08

Da série In the blue world(Noriaki Hayashi)

“Em Junho e Julho, na Galeria Serpente do Porto, Noriaki Hayashi expôs uma série de cianotipos onde dominavam imagens como estas, elevando-se nas paredes brancas como aquários de água Azul da Prússia.
Com os cianotipos, decididamente construídos, objecto a objecto, entramos no mundo da imaginação e do delírio. E não interessa conceptualizar que Hershell, o astrónomo inglês amigo de Talbot, os criou em 1842 ou que Pellet, em 1878, quase industrializa o papel sensível que lhes dá cor e menos trabalho; nem sequer que nos cansamos dos livros de botânica ilustrados a azul ciano e das gravuras requintadas e envelhecidas de uma tia velha qualquer, quando havia sala de estar só para as senhoras bordarem e lerem o Camilo.
Os cianotipos representam essa amálgama de Ilustração das elites curiosas e da Revolução Industrial dos capitalistas: o cianuro de potássio é um sub-produto do gás de iluminação e o ácido fórmico que nos imprimiu a higienização da vida é um dos derivados dos ferro-cianuros. Agora hesitam entre a insistência estética e o revivalismo. Hoje, usa-se o papel Diazo. Mas a velha mistura dos dois sais de ferro de Hershell, dá uma outra patine à experimentação.
A impressão fotográfica tradicional abre-nos sempre a porta do universo da Alquimia. Subjacente ao esclarecimento que a Química oitocentista exigiu das velhas fórmulas e vocabulário hermético, ficam inesquecíveis palavras-chaves para o mundo do maravilhoso, luna cornata, betume da Judeia, algodão-pólvera e, acima de tudo, aquela consciência de que nos apropriamos das forças maiores do interdito.
Este mundo azul de Hayashi traz consigo um pouco de Verão. Um Verão armadilhado com as cores artificiais das imagens do Mediterrâneo e da felicidade e deslumbramento que a publicidade do turismo nos oferece. Embora um ciclone ou um tsumani possam oferecer o mesmo efeito de perturbação da gravidade.
Este mundo azul não tem vida, o ar não borbulha pela água, a túnica insuflada resulta apenas numa ausência. Há constelações de luz, como cianobactérias, filamentos que se enrolam e esvoaçam. A túnica floreada, com espaços brancos de luz onde ela se ausentou, flutua, como uma medusa translúcida e transparente, num mar decididamente primordial. E é esta contradição, este anacronismo pregnante, que nos pode fixar uma interpretação.
A fotografia é um catalizador das nossas experiências e das nossas simulações. Inscreve-se na negação do seu significado de real e na realidade do seu papel de duplo material. Emulsiona mundos azuis que aceitamos como realidade visível mas inexistente. E, porque visível, exigimos entendê-la. Aqui, neste espaço que pode ser também um universo de convenção (porque o olhamos através do azul, bem nosso, do estreito céu) não há perspectiva, a olho nu tudo se passa na mesmo superfície. A única armadilha é a da imaginação. A nossa e a de Hayashi, sugerindo-nos esse mar primordial onde flutua uma impossível túnica de fibra artificial.
A água, ao que se sabe, no processo do cianotipo, intensifica ainda mais o azul.”

Maria do Carmo Serén
Noriaki Hayashi, (1970, Gifu, Japão). Acumula prémios e citações no seu país e exposições na Europa e no México; editou a revista de arte No Count Papers

11/08/08

Vencedor recebe 25 mil euros

Portuguesas Susanne Themlitz e Rita Magalhães finalistas do prémio Sovereign European Art

11.08.2008 - 16h22 Lusa

As artistas portuguesas Susanne Themlitz e Rita Magalhães são finalistas da terceira edição do prémio Sovereign European Art, cujo vencedor recebe 25 mil euros.

Susanne S. D. Themlitz, que participa com um desenho de carvão e papel de parede sobre papel, parte da série "Parallel Landscapes or In Search of the Mirror Neurons", nasceu em 1968 e divide a vida e o trabalho entre Colónia e Lisboa, de onde é natural. De Rita Magalhães, nascida em 1974 no Porto, onde reside e trabalha, foi escolhida a fotografia "Okita2".

A entrada na competição depende da nomeação por um dos peritos ligados à Fundação Sovereign Art, e neste caso ambas foram indicadas por Pedro Oliveira. As duas foram seleccionadas entre um grupo de quase 600 concorrentes de 21 países europeus por um júri composto pelo artista britânico Peter Blake, os galeristas Tim Marlow e Philly Adms, a crítica de arte Rachel Campbell-Johnston, o administrador da BBC Alan Yentob e o cantor Jarvis Cocker."

Os juízes tiveram uma tarefa difícil em escolher os 30 finalistas mas a selecção final apresenta um grupo variado e estimulante de artistas e temas, cujos trabalhos revelam perspectivas na arte e cultura contemporânea europeia", lê-se no comunicado datado de sexta-feira passada. Do grupo dos 30 finalistas fazem parte artistas da Rússia, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha, Finlândia, Dinamarca, Letónia, Suécia, Bélgica, Croácia, República Checa, Estónia, Islândia, Luxemburgo, Irlanda, Polónia, Roménia e Turquia.Os trabalhos estarão em exibição na Somerset House, em Londres, entre 1 e 10 de Outubro.

No último dia será anunciado, no local da exposição, o vencedor do prémio no valor de 25 mil euros, enquanto que as restantes 29 obras serão leiloadas numa cerimónia de acesso apenas por convite.O resultado da venda de cada obra será dividido em partes iguais entre os respectivos artistas e a Fundação, que pretende entregar o dinheiro à instituição de solidariedade Kids Co., que ajuda crianças em Londres.

Um segundo prémio, no valor de mil euros, será decidido pelo público, que poderá votar durante a exposição na Somerset House ou na página electrónica www.sovereignartfoundation.com.

A Fundação Sovereign Art foi criada em 2003 em Hong Kong pelo advogado e coleccionador Howard Bilton, que também preside ao grupo Sovereign. Além do prémio europeu lançado em 2005, a Fundação patrocina também um prémio idêntico para a Ásia desde 2003.

Fonte: Público Última Hora

Projecto de Residência Artística

A Academia das Artes dos Açores inaugura na próxima quinta-feira, dia 14 de Agosto, pelas 19 horas, a exposição de artes plásticas “Vaivém Norte”. Os trabalhos patentes são da autoria de duas jovens naturais de Lisboa, Carolina Silva e Maria João Pacheco, recém-licenciadas em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
A mostra a estar patente na Igreja da Graça até 10 de Setembro constitui o culminar da primeira fase de um projecto de Residência Artística promovido pela Academia das Artes dos Açores e que vem sendo desenvolvido desde o início de 2008. Os trabalhos de Carolina Silva e Maria João Pacheco que compõem “Vaivém Norte” foram desenvolvidos entre Janeiro e Julho e traduzem a relação das artistas com o território Açores, tão-somente sustentada nas ideias de distância e da uma concebida realidade insular. Uma segunda exposição, a intitular-se “Vaivém Sul”, acontecerá em Março de 2009 no Convento dos Capuchos, em Almada, e terá como motivação a permanência de ambas em São Miguel onde, ao longo de todo este mês de Agosto, e sem quaisquer condicionalismos, têm a oportunidade de fundamentar ou reinterpretar as “realidades insulares”. Conforme as mesmas salientam no catálogo que acompanha a exposição, “Vaivém é um duplo movimento de transporte; uma viagem que reflecte a distância entre dois pontos, duas origens, e compreende sempre um regresso e uma permanência curta. Um
ir e vir para e de uma lonjura que convoca uma proximidade imanente e indica a direcção daquele balanço”
Este projecto de Residência Artística, que conta, entre outros, com o apoio da Direcção Regional da Cultura e Direcção Regional da Juventude, insere-se no programa anual de actividades da Academia das Artes dos Açores, o qual tem como uma das prioridades, o apoio a jovens artistas em início de carreira. Com esta iniciativa pretende-se também o desenvolvimento de parcerias e de proximidades com outras entidades e associações culturais de fora da Região, entendido como fundamental para a projecção cultural dos Açores no exterior.
A Residência Artística em São Miguel teve início no passado dia 1 de Agosto, prolongando-se até ao último dia deste mês.