31/03/08



HEI! MOSTRA DE VIDEO GULBENKIAN NOS AÇORES!
PROGRAMA CRIATIVIDADE E CRIAÇÃO ARTÍSTICA




Associação Cultural Burra de Milho
(em parceria com a Associação Jaçor - Juventude dos Açores)*
Galeria Arco 8
Cineclube da Horta

apresentam

Terceira, 5 de Abril, Recreio dos Artistas, 21h00
S.Miguel, dia 10 de Abril, Galeria Arco 8, 22h00
Faial, dia 13 de Abril, Cine Teatro Faialense, 21h30





Programação

Estrela da Tarde
, de Madalena Miranda, retrata uma mulher que percorre a sua casa ou, melhor, a sua própria vida. Ao som das suas músicas. A dizer assim os seus dias.Até que o dia chega ao fim (24')

Vestígios, de Tiago Afonso, neste filme o tempo que não parou no estranho ateliê do Sr. Acácio Pina Coelho (15'30'')

Compassos de Espera, de Pedro Paiva um filme que fala como descobrir a liberdade lá fora sem a descobrir cá dentro (25')

Assembleia, de Leonor Noivo, o filme procura entrar na Assembleia pela porta lateral e descobrir, com os funcionários que ali trabalham, uma outra assembleia. Lá em cima, no plenário, continuam a discutir-se as leis do País (26’)

Quinta da Curraleira, de Tiago Hespanha, o filme conta a história após a demolição das barracas e a construção dos novos prédios para o realojamento dos moradores do antigo bairro da Curraleira, o filme é sobre esse lugar, sobre os encontros, as histórias e as actividades que o definem (18’36’’)

Pé na Terra, de João Vladimiro, esta película fala sobre o tio Zé que cedo veio para Lisboa, transportando consigo um relacionamento muito próprio com a terra e com os homens. Foi nos escombros deixados pelas obras do metro que acabou por construir um pequeno mundo onde é Rei, obedecendo apenas ao espaço que o liberta (20’)

Entre Tempos, de Frederico Lobo, filme que incide sobre a velha Feira Popular, no centro de Lisboa, onde o tempo arrasta-se e nem a nostalgia sobrevive (13´).

Spot da Mostra disponível aqui
(obrigada ao Tiago Castro!)


*Na ilha Terceira a Mostra conta com
o apoio institucional da
DIRECÇÃO REGIONAL DA JUVENTUDE
e os apoios
RECREIO DOS ARTISTAS
LASER2001


**Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística>foi criado sob os seguintes pressupostos: “Uma cidade, um país, uma região cultural modernos são aqueles em que se encontram lugares e agentes de inventividade e inovação permanentes. Portugal tem um défice enorme de tradição artística moderna, tem estado maioritariamente vocacionado para a formação de intérpretes e pouco vocacionado para a formação (imperativa) de criadores-autores; A frequência – por si só - de um dos cursos do Programa não cria necessariamente um artista, antes procura dar aos que possuem vocação e talento artísticos condições para a descoberta de novos imaginários, assim como instrumentos para a sua concretização”.


28/03/08



let's start a life (a home not a house)
to hell with small literature
we want something redblooded (that's for sure)
lousy with pure (a continuous chosen spouse)
reeking with stark (and right from the start)
and fearlessly obscene

but really clean
get what i mean (: amazingly human)
let's not spoil it (much better if we boil it)
let's make it serious (and wildly ridiculous - deliciously delicious)
you know something genuine like a mark (the impossible bright that comes from the dark)
in a toilet (will you keep this secret?)
graced with guts and gutted

with grace (put this word in the right place)
squeeze your nuts and open your face
(c'mon

your heart it's an engine - so is life -turn it on)


e.e. cummings


[devíamos todos aspirar ser isto. Este post é para o Rui S. E também para todos os criadores, jovens ou não]









My dad is 100 years old

"Guy Maddin and Isabella Rossellini (The Saddest Music In The World) collaborate for a second time to create this cinematic tribute to her father, legendary filmmaker Roberto Rossellini, in honour of the 100th anniversary of his birth. Directed by Maddin, the short film was written by Rossellini, who also plays every role in the film — including that of filmmakers Federico Fellini, Alfred Hitchcock, Charlie Chaplin and David O. Selznick as well as her own mother, Ingrid Bergman. Enhanced by Maddin’s retro visual style, My Dad Is 100 Years Old is part debate on the nature of cinema, part childhood memoir and, above all, Rossellini’s heartfelt love letter to the father she still misses 28 years after his death."

Para visionamento dos filmes, clicar aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=uGgDa0sDn68&eurl=http://osapal.blogspot.com/
http://www.youtube.com/watch?v=hUKtCquZ978&eurl=http://osapal.blogspot.com/

A qualidade é péssima, mesmo (melhora ligeiramente mais para o fim). Mas acho que é a única versão disponível. O filme em si é uma delícia.

Retirado na íntegra do Sapal.

[Obrigada às miúdas do Sapal]


Do tanto que se pode extrair de uma simples fotografia....




S/título, João Pinto de Sousa*


“Há, na relação com a fotografia, um descomplexado espaço de magia. Imagem, (imago) é, como se sabe, uma palavra latina ligada à máscara funerária obtida, em réplica de cera, do rosto dos mortos. O que se procurava era, antes de tudo, capturar o instante crucial da passagem, um tempo suspenso. A novidade em relação à representação grega, que era uma nostalgia do belo, era esta interrupção da duração no momento da sua perda de equilíbrio.Também a fotografia estabelece uma relação de substituição com o que já passou, suspendendo o tempo. Associa-se, assim, mais a uma comemoração do que a uma representação: fixa o tempo e celebra o efémero.O tempo hoje tornou-se mais complicado; os cientistas separam a Óptica ondulatória da Óptica geométrica aquela em que vivemos, tempo de curtas durações, do electro-magnetismo e da gravidade. Mas a prática fotográfica mexe com as duas, porque a luz é o tempo e com a fotografia instantânea interrompe-se o fluxo – cosmogónico – de luz de longa duração.O tempo fotográfico é um tempo que se expõe, um tempo de superfície, que é o do fotógrafo, na sua ânsia de capturar o tempo da sua vivência, (tempo vivo), que deixará a sua ferida, a sua marca, na imagem. Mas o tempo da tomada de vistas é o tempo-luz, com a frequência de onda portadora dos fotões. O fotógrafo reage com duas operações psicológicas ligadas ao corte/captura da imagem no tempo e com uma participação empática com o tempo do mundo. A explicação pode ser científica, mas o sentimento toca o sagrado, bem expresso nas palavras, comuns na disciplina, de “banho de revelação”, “placa sensível” e, nomeadamente, “revelação”.A imagem fotográfica, - uma imagem fotográfica como esta de João Pinto de Sousa, - coloca-nos uma série de reflexões. A jovem, (que supomos ser jovem, porque apenas vemos uma fracção da realidade captada que enche o plano total da fotografia), em equilíbrio dinâmico, é mostrada sem estratégias fotográficas que sugiram o movimento. Mas no seu estaticismo de imagem parada é, na realidade, puro movimento: basta verificar o modo como a posição do pé e a relação do corpo com a figura o assegura. Não vemos, mas reconhecemos o movimento: a imagem capturou o tempo, que é, afinal, a forma da matéria em movimento.E a língua latina, de novo: o pé calçado é o punctum que nos fere na imagem, e é o seu próprio pulsar. Punctum, (termo latino) e trauma, (termo grego) significam o mesmo, ferimento, rasgão na pele. Roland Barthes usou o acutilante do latim para traduzir a fulguração onde se inscreve a sedução de uma imagem que nos atinge e nos atrai. Pecando por uma aflitiva instabilidade funcional, o elegante pé calçado peca também por excesso: destoa da sobriedade rigorosa do conjunto de vestuário. O tacão, demasiado alto, demasiado estreito, é um desafio, o requinte da decoração é uma inconsequência, uma contradição: é um punctum.O punctum é um detalhe, um objecto parcial, uma ferida que traz consigo uma carga emocional e surge numa dobra da percepção consciente, investindo-lhe um sentimento. Atribui-se-lhe, pois, um afecto. De resto, sabe-se bem como o olhar se estrutura no desejo, o olhar é um impulso, não apenas um receber. E quando não sabemos dar significado a detalhes enigmáticos tentamos entendê-los pelo imaginário. O punctum na imagem de João Pinto de Sousa pode representar um quiasma, que é também um termo médico e significa sempre aquele lugar interrogativo, que marcamos com uma cruz.Também por tudo isto a fotografia é uma máquina do tempo. Na cultura tecnológica, que permite esta imagem online, o espaço é espaço de tempo. Por vezes, como nesta imagem, a dinâmica do espaço e do tempo, (e apenas porque receamos o desastre circunscrito naquele pedal em dia de festa) ultrapassa-nos mas infiltra-se. Nós somos tocados pelo tempo, o que as imagens fotográficas não deixam de nos lembrar. Por isso materializamos o tempo em relógios e fotografias.”


Maria do Carmo Serén


*João Pinto de SousaCirurgião,
professor universitário e fotógrafo amador





Abril, Maio e Junho
Teatro Kaos Escola
Bela Vista, Lisboa

Curso Montagem Teatral

Terças e Quintas das 20 as 22 horas


O espaço vazio. Um corpo no espaço vazio. O caminho desse corpo no espaço. O desenho da sua trajetória movimentando o espaço. A musicalidade desse corpo que molda o espaço. Os corpos que observam e os que atuam fundem-se agora no mesmo espaço. O espaço dantes vazio, agora movimento atemporal, imaginário. O curso de Montagem Teatral é vocacionado ao trabalho de direção de ator no contexto da montagem d'uma encenação. Objetiva-se aqui, não a criação original da construção de um personagem, mas sim a construção original da criação de um personagem já concebido em determinada obra ficcional. O curso objetiva ser uma experiência prática da construção e da representação de uma obra teatral, utilizando como alicerce para a criação da representação, Partituras e Dramaturgias do acontecimento teatral; processo que direcionará o aluno/ator à criação de um cotidiano teatral, elemento fundamental à sua movimentação e interação no universo onírico teatral. O método de partituras e dramaturgias baseia-se na construção do mínimo, na tradução simbólica de cada elemento que constroe o todo de uma criação, seja ela a criação, do ator do encenador ou qualquer outro elemento envolvido nessa prática criadora. O elemento chave para o reconhecimento dessa construção, origina-se na repetição tibetana e necessária para a criação do cotidiano ajustado as nossas necessidades de criadores de uma realidade virtualmente concreta.

gênero surrealista
registro expressionista
linguagem simbólica
estética expressionista


Práctica


Corpo
Respiração
Voz
Jogos lúdicos
Jogos dramáticos
Treino do actor

Representação final

montagem
produção
apresentação


Carga horária por módulo 96 horas/aula
inscrição 25 Euros

Mensalidade 75 Euros


Mais informações disponíveis em http://www.teatrokaosescola.blogspot.com/



QUE VENHA MAIS!
Grupo de teatro Pedra-mó apresenta
NA ILHA TERCEIRA
29 de Março - 21H30
Sociedade Altarense do Sagrado Coração de Jesus


A SOMBRA DA RAVINA
de John Milligton SYNGE



Encenação
Teófilo Cota



Cenário
Rui Melo



Música
João Mendes



Com
Carlos Ferreira, Rute Rocha
Teófilo Cota e Tiago Cordeiro



Comunicado do Conselho de Ministros de 12 de Março de 2008
2008-03-12

"Conferência de Imprensa
I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:
1. Resolução do Conselho de Ministros que reforça os Programas Inov-Jovem e Inov-Contacto e cria os Programas Inov-Art e Inov Vasco da Gama
Esta Resolução, tendo em conta os resultados muito positivos atingidos e a experiência adquirida, em 2005, com o lançamento dos Programas Inov-Jovem e Inov-Contacto, vem reforçar estes programas e criar dois programas novos: o Inov-Art e o Inov Vasco da Gama.
Assim, prevê-se reforçar substancialmente a ambição dos programas existentes, abrangendo anualmente, e ao longo dos próximos 3 anos, 5000 jovens quadros no âmbito dos estágios profissionais do Inov-Jovem e 550 jovens nos estágios internacionais promovidos no quadro do Inov-Contacto
Por outro lado, o novo Inov Vasco da Gama visa a qualificação internacional de jovens empresários e quadros de empresas nacionais, permitindo a colocação de 150 jovens por ano em empresas internacionais, através de estágios de duração limitada.
Finalmente, é criado o Inov-Art, com o objectivo de dar uma oportunidade de inserção profissional de jovens com qualificações ou aptidões específicas nas áreas das arte e da cultura. Este programa permitirá a atribuição de 200 estágios profissionais para jovens, dando resposta a uma área relevante até aqui menos valorizada pelas políticas públicas (...)".

Mais informações disponíveis em aqui.

Petição pela defesa dos direitos humanos no Tibete
Assine a petição e boicote os jogos olímpicos 2008 e produtos Chineses
A China tem desde há várias décadas praticado um genocídio humano e cultural no Tibete.
Não deixe que isto continue impune, diga não a violações dos Direitos Humanos.

Por favor assine e divulgue amplamente a petição internacional:http://www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/


Fotografia de António Araújo

Peça pertencente ao espólio do Museu Regional de Angra do Heroísmo



Mais informações disponíveis em http://www.volte-face.conflitoestetico.com/

27/03/08

Datas de Exibição: 30/03/2008 - 21H30
Sala: Cine Teatro Faialense
PIC - Programa de Itinerância Cinematográfica
Realizador: Zezé Gamboa

O Herói", filme do realizador angolano Zezé Gamboa, venceu o prémio do júri para melhor filme dramático estrangeiro na edição de 2005 do Festival Sundance, nos EUA.

Sinopse: Após trinta e seis anos de guerra, Angola é um país dilacerado cuja população luta desesperadamente por uma mudança. Vitório, mutilado de guerra, é um herói entre milhares, a sua luta para conseguir uma vida normal é um feito épico no dia a dia de Luanda.Actores: Oumar Makéna Diop, Milton Coelho, Maria Ceiça Ano: 2004Idade: M/12Duração: 90 minutosGénero: FicçãoPaís de Origem: Portugal / Angola / França

Mais informações aqui.
WORKSHOP]

Corpo & Performance]

A nudez como instrumento artístico, didáctico e terapêutico na performance]



Neste workshop abordar-se-á a utilização do corpo e da nudez como instrumento artístico, como veículo de desconstrução e critica e como elemento simultaneamente didáctico e terapêutico na história da performance e do espectáculo. Orientado pelo actor e encenador Ricardo Bargão, que tem realizado um estudo aprofundado sobre a utilização da exposição do corpo com funções didácticas e expressiva, este workshop eminentemente pratico aprofundará técnicas de desinibição dos performers e actores, assim como as questões éticas e estéticas relacionadas com a utilização da nudez pública em contexto de espectáculo.Será abordado e analisado o trabalho de performers/criadores famosos como Spencer Tunick, Zhang Huan, Marina Abramovic, Fuckhead, Godfried-Willem Raes, Vanessa Beecroft, Ana Borralho e João Galante, etc



Parte Teórica

1. História da nudez em público
2. A Nudez na arte do ocidente
3. O nu na performance
4. Ética e estética da exposição corporal
5. A nudez enquanto terapêutica: auto estima corporal /As várias facetas do nu / Nudez em terapia

Parte Pratica
1. Desinibição e relaxamento
2. Potencialidades expressivas
3. Construção de exercícios/performances

Orientadores: Ricardo Bargão

Data e Horário: de 9 a 30 de Abril – Segundas e Quartas das 20.00 ás 21.00 h

Participantes: Todos os participantes deverão ser maiores de 18 anos e ter disponibilidade para nudez integral durante o workshop. As inscrições deverão ser feitas para o e-mail corpoperformance@kabuki.pt até 31 Março inclusive.

Preço: 65,00 € por Participante

Sobre os orientadores:

Ricardo Bargão (1969) – Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, porque sempre foi apaixonado pela escrita e a leitura, em especial de poesia. Começou no teatro com Manuel Almeida e Sousa, passou por um curso de actores no Centro Cultural de Almada e fez diversas outras formações e workshops na área do teatro, da música e do circo, com professores como João Mota, Maria Helena Serôdio, José Carlos Barros, Ildeberto Gama, José Ramalho, João de Mello Alvim, Jorge Sobral Pinto, Carlos Pimenta, Ana Borralho e João Galante, entre outros.

Estreou-se no teatro profissional com Filipe Crawford no Grupo Meia Preta e foi fundador da Companhia de Teatro Projecto Quinto Império e da Companhia Labirinto de Imagens, dividindo as suas intervenções entre a escrita, a encenação, a interpretação e a sonoplastia. Encenou autores com Bertolt Brecht, Ruzante, Gil Vicente, Carlos Correia, Antero de Quental, José Régio e Fernando Pessoa, dirigindo actores como Carlos Ramos, Alexandra Lencastre, Henrique Sanguinetti, Carlos Pisco, Nuno Machado, Luís Ramos, Carmo Cristóvão, Sofia Mestre, Salmo Faria, Mónica Negro, entre outros. Paralelamente tem desenvolvido um trabalho de investigação na área da performance e fotografia relacionada com a utilização do corpo e da nudez como elemento didáctico e expressivo

Mais Informações:

Kabuki
Rua Newton, nº10-B 1170-276 Lisboa
Tle 21 099 41 42 Fx 21 093 61 90
h t t p : / / w w w . k a b u k i . p t
escola@kabuki.pt




4.40 Competição de Curtas Metragens

Competição de Fotografia de Cena


Uma corrida contra o tempo: produzir, filmar e editar filmes até 4 minutos em 40 horas, é o que a Associação de Estudantes da Escola das Artes (Universidade Católica Portuguesa).

A segunda edição de uma competição que pretende que cada participante sinta a adrenalina e a pressão de um deadline. Integrado no Festival Black & White, o 4:40 apresenta-se como um complemento saudável e interessante à programação já existente.

A proposta é simples: os participantes, organizados em equipas, deverão filmar e editar consoante um tema lançado pela organização e cumprir o prazo para entrega dos trabalhos.

Depois, Adriano Nazareth (realizador e professor universitário na Escola das Artes e na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto), Alexandre Souto (coordenador do Instituto Português de Fotografia - Porto) e Luís Falcão (professor universitário na Escola Superior de Teatro e Cinema) seleccionarão os melhores trabalhos, não com base numa excelente mestria técnica, mas nas capacidades de improviso e apreensão da ideia, assim como a originalidade da interpretação do tema.

Os vídeos selecionados serão exibidos na sessão de sábado, 5 de Abril, às 16H. A entrega de prémios decorrerá na noite de 5 de Abril, desdobrando-se em Grande Prémio, Melhor Fotografia, Melhor Argumento e Melhor Edição.

O "4:40" aparece deste modo, mais do que como competição, como desafio. A forma como está concebido apela a todos um esforço no processo criativo, e uma rapidez e eficácia em pôr em prática todas as ideias num curto espaço de tempo, tanto em termos de realização como de produto final.

Novidades da Segunda Edição

Condicionar a existência do "4:40" ao Porto seria uma pena, pela quantidade de interessados espalhados por todo o país. Este ano contamos com o apoio do CineClube da Beira Interior e da Associação de Estudantes da Escola Superior de Teatro e Cinema para, pela primeira vez, criarmos em conjunto uma competição com três centros.

No Porto (UCP - Pólo da Foz), na Covilhã (Residência Universitária Feminina) e em Lisboa (Praça Luís de Camões) haverá uma banca do "4:40", na qual as equipas devem levantar o tema da curta a filmar e entregar, passadas 40 horas, a curta-metragem.

As curtas seguem todas para o mesmo local, para serem avaliadas pelo mesmo Júri. Dia 5 esperamos encontrar todas as equipas no Porto. A mostra e a entrega de prémios serão no mesmo dia, um dia que já ansiamos por tão inacreditável que prevemos que seja.

Competição de Fotografia de Cena

Não aguentamos e preparamos mais uma actividade, desta vez em parceria com o Instituto Português da Fotografia (IPF).

Durante as 40 horas da competição, todos os fotógrafos interessados poderão acompanhar as equipas e documentar todo o processo de realização de uma curta-metragem. É devido a esta nova actividade que as inscrições têm que ser realizadas até 27 de Março, um dia antes das 40 horas, para a cada equipa podermos atribuir um fotógrafo.

Associação de Estudantes Escola das Artes Universidade Católica Portuguesa Rua Diogo Botelho 1327, 4169 - 005 Porto, Portugal Tel: +351-226 196 200 - Fax: +351-226 196 291 http://artes.ucp.pt/aeea aeea@porto.ucp.pt








> [KGaleria]
> 4ª a Sáb das 15h às 20h> (excepto feriados)
> RUA DA VINHA 43A
> 1200-475 LISBOA
> PORTUGAL
> T/F +351 21 343 16 76





Final Cut Pro Video Editing Course

Curso em Edição de Vídeo em Final Cut Pro da Form3D, para jovens estudantes com gosto pelo Vídeo Digital e Edição, e profissionais e empresas que prentendam introduzir-se em Produções Audiovisuais. Neste curso iremos descobrir a «magia» e a técnica por de trás da edição e vídeo, através do primeiro centro português certificado pela Apple em Final Cut Pro. Nos nossos cursos usamos instrutores certificados internacionalmente em Final Cut Pro, pela Apple. No nosso website pode consultar os programas, propinas, calendários anuais das formações, entre outras informações
formato curso pós-laboral data 5 a 26 Abril duração 30h requisitos experiência básica com sistema operativo MacOSX limite 12 alunos formadores
Carlos Caires Marta Reis
website http://www.artes.ucp.pt/form3d
22 619 62 00 tel 22 619 62 91 fax www.artes.ucp.pt/form3d web jseabra@porto.ucp.pt email





WORKSHOP-PELÍCULA



ABRIL/JUNHO 2008 INTRODUÇÃO À PELÍCULA EM CINEMA (4ª Edição) 5, 6, 13, 14 Abril 24 horas



FORMADOR Tony Costa



DESTINATÁRIOS

Operadores de câmara, assistentes de imagem, fotógrafos, estudantes e professores na área do audiovisual que pretendam introduzir-se à câmara de película bem como ao processo laboratorial associado.


OBJECTIVOS

O objectivo fundamental deste workshop é poder funcionar como uma ponte para todos aqueles que trabalhando em imagem e que conhecendo os princípios de utilização do vídeo de uma forma mais ou menos profunda, pretendam alargar conhecimentos ao processo de criação de imagem em suporte película. Pretende-se ainda, clarificar as vantagens e desvantagens dos diferentes suportes, etapas e processos laboratoriais associados. Pretende-se ainda que os participantes acompanhem o processo laboratorial e telecinema através de visita guiada pelo formador.



PÚBLICO ALVO

Operadores de câmara, assistentes de imagem, fotógrafos, estudantes e professores na área do audiovisual que pretendam introduzir-se à câmara de película bem como ao processo laboratorial associado.



CONTEÚDOS

O workshop funcionará num plano teórico e prático. O lado prático, passará pela utilização de câmara de película e por visitas ao laboratório – revelação e telecinema. A equipa de imagem em película. Os profissionais e suas funções. A função técnica e criativa de um director de fotografia. A relação com o realizador. Película, luz e sensibilidade. A câmara, corpo, objectivas, magazins. Prática de câmara em interiores e exteriores. As opções pré e pós laboratoriais.


horas 24

datas 5,6,13 e 14 Abril

horário dia 5,6: 10h-18h dia 13: 10h-19h dia 14: 17h-19h (laboratório Tobis)

vagas 12 restart escola de criatividade e novas tecnologias cais português lote 2.11.01.Ac Parque das Nações 1990/223 Lisboa Tel 218 923 570 Fax 218 923 579 info@restart.pt









"O SONHO DE CASSANDRA" de Woody Allen
Com Colin Farrel, Sally Hawkins, Hayley Atwell
(Drama/Thriller; 1h 48 m - M/12 anos
28 a 31 de Março às 21h00; Domingo, 30 às 18h00 e 21h00



26/03/08



Daisuke Sugawara and Shigeki Maeda - In this first joint project, developed for Archilab, where around 30 Japanese architects have been invited to explore domestic and urban space.





The result is an area covered in white sand with vertical surfaces clad in bamboo to create a homogeneous landscape, while a series of hanging mirrors reflects the movement of visitors to create an interactive situation.


Texto e imagens retirados de Moonriver






O GRANDE


SIM, O GRANDE


SENHOR


L


LEONARD


LEONARD COHEN


PASSADOS 20 ANOS:

REGRESSA A PORTUGAL!

19 DE JULHO, festival ALIVE!




25/03/08



Armanda Duarte
EXPOSIÇÃO: uma combinação


Inauguração 27 de Março > 22H
27 Mar a 03 Maio > 2008

Denominada uma combinação, a exposição ocupará três salas.
A peça instalada na sala do lado direito, uma bata e uma combinação, constituída por um número determinado de circunferências moldadas em barro e contentoras de água é, de certo modo, o motor da exposição. Exigindo manutenção diária, desencadeia uma acção performativa, discreta e fora do olhar do público, desenvolvida por cinco pessoas que, alternadamente e a partir de determinados cuidados, permitirão que sobreviva até ao final..Essas pessoas estão representadas em cinco desenhos (desenhos de desenhos) instalados na sala central e a cujo conjunto se deu o nome de os vigilantes .
No lado esquerdo, no interior do espaço, desenha-se , em simetria ou espelho, a sala do lado direito, não somente enquanto espaço arquitectonico mas, também, como espaço vivencial. Este desenho tem o nome de alguns m3 .

Armanda Duarte é formada pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e expõe regularmente desde o fim dos anos 80. Está representada em algumas colecções entre as quais Caixa geral de Depósitos, colecção Ivo Martins e PCR.




Rua da Boavista, 84, 3º / 1200 - 068 Lisboa
Tel: 351 213 433 259 telm: 96 11 06 590
plataformarevolver@net.novis..ptTerça a Sábado, das 14:00 às 19:30 hswww.artecapital.net/plataforma.php





WORKSHOP/CEM/LISBOA

LUZ DA CÂMARA/Performance




Mais informações disponíveis em www.c-e-m.org/





NO MUSEU DE ANGRA DO HEROÍSMO:

EXPOSIÇÃO CORPO INTERMITENTE


[até 20.04.2008]


e



PRIMAVERA NO MUSEU

[actividades do serviço educativo - até 28 de Março]



Mais informações disponíveis em http://museu-angra.azores.gov.pt/exposicoes2008/corpo-intermitente.html





Esta iniciativa, organizada pela Fundação Luso-Americana, Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, Direcção Regional das Comunidades e Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, tem como objectivo promover a discussão e o debate em torno do tema migrações internacionais-desenvolvimento dos espaços insulares.

Realiza-se nos dias 29 e 30 de Maio de 2008, na cidade de Angra do Heroísmo, ilha Terceira (Açores).

Mais informações disponíveis em http://www.ceg.ul.pt/mcm/ConferenciaAcores.htm



Amphitheatrum – Ass. Artepalco
ENTRE PAREDES

27, 28 e 29 Março
21h30
Teatro Ribeiragrandense

encenação Elisa Gomes
música Teresa Gentil,

interpretação
Andreia Rosa, Blu Gomes, Cristina Câmara, Fátima Sousa, João Matias, Margarida Benevides, Nuno Pequeno, Romena Laranjeira, Rui Oliveira, Zé Jorge, Zé Melo

textos
Nelson Rodrigues, Lucas Pires, Isabel Medina, Raul Brandão, Jorge Letria, Ricardo Hofstetter

Peça psicológica. Retrato de vivências mundanas.
Todas as pessoas são capazes de actuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar. Aprendemos através da experiência, e ninguém ensina nada a ninguém.
ES TU QUE ESTÁS EM CENA…. ! Tudo é novo! Tudo é diferente! A vida mostra-te outra realidade. À tua volta, tudo gira a alta velocidade. Tudo é estranho....Há em ti uma carga de ansiedade! Um desejo de fugir! Do teu rosto cai uma lágrima... uma lágrima de medo... medo da solidão... medo de fracassar....





WORKSHOP/PERFORMANCE
31 DE MARÇO A 4 DE ABRIL/LX



Mais informações disponíveis em www.c-e-m.org/




UM APELOH MUSICAL: GOMA

"Caro/as amigo/as.
A Banda terceirense GOMA concorreu ao 14º concurso SBSR Preload (com a música Puto), cujo o 1º prémio é tocar no Festival Super Bock Super Rock em Junho.
Para isso, precisamos da vossa ajuda numa votação a decorrer no link abaixo indicado. Só têm de fazer o vosso registo e podem votar 5 vezes por cada e-mail."

http://superbock.pt/




Festa da Dança 08 - INSCRIÇÕES ATÉ 28 DE MARÇO

No âmbito das comemoração do Dia Mundial da dança a 29 de Abril de 2008 a REDE- Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea propõem um conjunto de iniciativas, a que se deu o nome de "Festa da Dança" e que terão lugar entre 29 de Abril e 4 de Maio em vários espaços na cidade de Lisboa. A Festa da Dança será um evento transversal, quer do ponto de vista dos conteúdos, como ao nível geográfico e geracional.

Ao longo destes 6 dias, pretendemos celebrar a dança contemporânea portuguesa através de linhas programáticas abrangentes com entrada livre e aberta à comunidade. Nos dias 3 e 4 de Maio da Festa da Dança 08 serão dedicados à apresentação de projectos baseada em 5 categorias de participação, cada uma no seu espaço próprio, onde os artistas, dependendo do seu momento de criação, podem utilizar o enquadramento que mais lhes convier.

As categorias/enquadramentos imaginados suportam-se no tipo de espaço de acolhimento (Atelier Real, Bomba Suicida, Negócio/ZDB, Alkantara, Terreiro do Paço.) e vão desde a apresentação informal, até ao confronto dos conteúdos com a luz, o som ou o vídeo, passado por apresentações em espaços não-convencionais.

São raros os momentos em que nos podemos afirmar enquanto comunidade. Esta é uma delas. Participem.

Para obter informações complementares, entrar em contacto com a REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea






Revista disponível aqui.
Outras edições aqui.



ACADEMIA DAS ARTES DOS AÇORES/PDL

<
Exposição de fotografia
<
<
"Encontros Desencontros"
de Jorge Guerra
27 de Março a 24 de Abril






NA ZDB/Lissabon




ABISSOLOGIA
Para uma Ciência Transitória do Indiscernível


de João Maria Gusmão e Pedro Paiva


Uma produção ZDB com curadoria de Natxo Checa

Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional Av. da Índia.
8 de Fevereiro - 13 de Abril. De terça a sexta das 10h às 19h, sábados e domingos das 14h às 19h.
Encerra 2ª e feriados. Divisão de Galerias e Ateliers da Câmara Municipal de Lisboa.



Solos de TIAGO GUEDES

Um solo (2002)
Materiais Diversos (2003)

Na sequência da colaboração regular e aprofundada entre a ZDB e Tiago Guedes (Materiais Diversos), numa relação que se pretende impulsionadora, onde se partilha meios, espaços, conceitos, objectos e processos criativos, surge agora a oportunidade de rever, em Lisboa, duas das suas peças mais emblemáticas.Um Solo, estreada em 2002, na ZDB no âmbito dos Encontros Imediatos do Festival Danças na Cidade e Materiais Diversos, criada em 2003, são peças que têm dado visibilidade nacional e internacional ao trabalho de Tiago Guedes. Ambas vencedoras do concurso Jovens Criadores têm sido apresentadas em diferentes festivais e teatros de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Grécia, Eslovénia, Bélgica, Suiça, Áustria, Holanda, Reino Unido, Hungria e Brasil. Esta apresentação, antes da estreia nacional da sua próxima obra Coisas Maravilhosas (Junho - Culturgest /Alkantara), constitui uma oportunidade de rever em Lisboa as obras iniciáticas deste criador, facultado contextualizar o universo de criação de Tiago Guedes, e permitindo uma visão mais ampla do seu corpo de trabalho.

Terça 25 a Domingo30 de Março às 21:30
NEGÓCIO_Rua de O Século nº9
213430205 e reservas@zedosbois.org






volta inteira, de Pedro Carvalho, David Marques e Paulo Ferreira

Teatro Helena Sá e Costa, Porto
28 e 29 Março 2008, dança e música
Sexta e sábado 21:30

© David Marques



Unificar corpo e som a partir do espaço/tempo criado por cada um e partilhado no imaginário colectivo.
Três corpos, que criam estruturas melódicas e movimentos próprios, e que em conjunto, constroem um objecto/performance que acontece ali e naquele momento.
(Porque o prazer de criar e partilhar o resultado com o outro ainda faz sentido)


Coreografia/Interpretação: Pedro Carvalho
Músicos: David Marques e Paulo Ferreira
Desenho de Luz: Manuel Alão
Apoio à divulgação: Núcleo de Experimentação Coreográfica
Bilheteira: 10€ - Normal 7,50€ - grupos com 10 ou mais elementos 5€ - maiores de 65 anos, jovens dos 12 aos 25 anos, estudantes 3,50€ - crianças até aos 12 anos





HEI! ABERTO PERÍODO DE ADMISSÃO À PRÉ-INSCRIÇÃO!
DATA LIMITE: 7 DE ABRIL




Mais informações disponíveis em http://www.curtas.pt/festival/index.php?menu=274&submenu=25




RUBRICA "O ESTADO DA ARTE"/ARTECAPITAL - Revista de Arte Contemporânea

O QUE FAZ CORRER SERRALVES?
AUGUSTO M. SEABRA
2008-03-24

"Que a Fundação de Serralves é um caso de êxito, é um facto da ordem das evidências. Isso deve-se às condições institucionais enquanto parceria do Estado com privados, à sua localização ligada à Casa de Serralves e aos seus jardins, à política de programação e aos elevados níveis de adesão pública que tem suscitado, ainda agora confirmados pelos mais de 120.000 visitantes da exposição “Robert Rauschenberg: Em Viagem 70-76”.(Relembro, a propósito, que a ex-ministra da Cultura de má memória, Isabel Pires de Lima, tinha anunciado como objectivos para a sua “jóia da coroa”, a balofa e medíocre exposição do Hermitage, ultrapassar o número de visitantes das exposições de Amadeo de Souza-Cardoso na Gulbenkian e de Paula Rego em Serralves; não só o número, um pouco acima dos 100.000, ficou longe dos 157.000 respeitantes à de Paula Rego, como afinal a de Rauschenberg tem também mais visitantes – mesmo nesta lógica altamente mediatizada de “sucesso” por vezes ainda há notícias reconfortantes).

Se Serralves é um paradigma, e de primordial importância no tecido cultural português, há a atender que é contudo, a todos os títulos, um caso de excepção, longe de representar de um estado exponencional – designadamente de investimento mecenático – a que não correspondem na realidade outros níveis de menor dimensão devidamente sustentados. Esta situação pode ser entendida como motivo de particulares responsabilidades (é-o certamente) mas também de pressões – “O sucesso de uma instituição cultural está associado ao êxito mediático e a uma boa adesão do público. E isso acaba por criar condicionamentos de acção”, afirmava há algum tempo o próprio director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, João Fernandes, num colóquio, “Quanto custa a Cultura?”, promovido pela Universidade do Porto (“Jornal de Notícias” de 21-11-07). E tem também sido fonte de repetidas solicitações no sentido de transportar “a marca de Serralves”, com o seu estatuto de prestígio e peso institucional.

De acordo com os estatutos, “A Fundação de Serralves é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da comunidade nacional, que tem como missão sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente, através do Museu de Arte Contemporânea como centro pluridisciplinar, do Parque como património natural vocacionado para a educação e a animação ambientais e do Auditório como centro de reflexão e debate sobre a sociedade contemporânea”. Há pois que frisar que a missão estatutária é a de “serviço à comunidade nacional”, mas não menos está claramente expresso que esse objectivo se cumpre pelas actividades e património do Museu, do Parque e do Auditório.

Sucede que temos vindo a assistir, sob a direcção do muito dinâmico Presidente da Fundação, António Gomes de Pinho (ele próprio ex-secretário de Estado da Cultura), a uma profusão e disseminação de actividades, que não só se arrisca a descaracterizar o fundamental da instituição, nos termos estatutariamente consignados, como começa a ser um inquietante sinal de uma incapacidade de devidamente ponderar as diversas solicitações, inclusive legitimando políticas e práticas de graves consequências culturais.

Por exemplo, e como é notório, o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, tem afirmado as suas pretensões na área cultural (e não apenas na sua arte de eleição pessoal, a fotografia), bem como uma vultuosa propensão para o “marketing” em termos que chegam a ser caricatos. Escapa-me de todo que o entendimento de “serviço da comunidade nacional” justifique o envolvimento de Serralves no projecto “Allgarve”, com quatro exposições aí apresentadas no verão passado. Mais preocupante ainda, mesmo grave, é o protocolo com a Câmara Municipal de Coimbra desde que aí foi instalado o Pavilhão de Portugal para a Feira de Hanôver, obra de Siza Vieira e Souto Moura.

Na opinião publicada em Portugal existe uma forte hostilidade à criação cultural, aos apoios a essa criação e às estruturas vocacionadas para a arte contemporânea nos seus diferentes campos, há uma estigmatização dos pretensos “subsídiodependentes” que toca mesmo as raias do delírio, e de que o principal expoente e manipulador é Pacheco Pereira (só a pura cegueira pode “explicar” que, por exemplo, a propósito da crise na Câmara de Lisboa tenho escrito isto: “O único exemplo a seguir é o de Rui Rio. Apareça alguém a dizer que vai seguir o exemplo do Porto, ouça-se o ‘espernear’ dos animadores culturais a dizer que o ‘contabilista’ está a matar a ‘cidade’, e Lisboa pode vir a ser finalmente governável” – “Sábado”, 10-05-07).

Desde logo pelo gravoso exemplo do Porto e da gestão de Rui Rio, o autarca de estimação de Pacheco Pereira, os responsáveis de Serralves não podem desconhecer quanto grande parte dos problemas reais das actividades culturais em Portugal se radicam na falta de empenhamento e de investimento de autarquias – algumas das quais até podem querer ter também um museu ou um centro de arte (e a colaboração de Serralves até), mas sem a menor ideia de como concretamente o preencher e gerir.

Com menor impacto mediático nacional que a aguerrida e controversa gestão de Rio, a situação em Coimbra não é menos alarmante, com um continuado desinvestimento orçamental na cultura, e um vereador, Mário Mendes Nunes, que é mesmo um caso caricato de provincianismo (vale a pena visitar www.marionunesdixit.blogspot.com, uma verdadeira antologia de “pérolas de cultura” como esta “Nós (eu) sempre nos orgulhámos das nossas origens provincianas e é com respeito e honra que sublinhamos ser Coimbra uma lição para todo o Mundo” – “para todo o Mundo”!). Esta política tem tido os mais gravosos efeitos para as estruturas existentes, como o Centro de Artes Plásticas e o Centro de Artes Visuais, inclusive no incumprimento pela Câmara de protocolos firmados.

Só a endémica ausência de uma efectiva “comunidade artística” e um reconhecimento pelo trabalho de Serralves que se confunde com a reverência intimidada, podem explicar que a objectiva “cobertura” de tão danosa situação, que o acordo da Fundação com a edilidade tem vindo a constituir, não tenho ainda sido objecto de uma pública e cívica questionação.

Neste quadro, é de particular infelicidade a abertura da nova exposição, de José Pedro Croft, no momento em que surgiu um movimento cívico, “Coimbra – Pelo Direito à Cultura e pelo Dever de Cultura” (www.amigosdacultura2008.blogspot.com). É também Serralves que, de outro modo, se está a eximir ao seu dever, no entendimento de “serviço da comunidade nacional”.

Noutra ordem de debate, não deixa também de ser questionável o projecto “IN Serralves”, lançado conjuntamente com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, visando criar no espaço da Fundação “uma incubadora de indústrias criativas”.

A questão é, desde logo, de outra ordem de debate porque, muito para além do caso particular desta iniciativa, há equívocos que se estão a gerar também com a crescente importância económica de iniciativas e redes culturais. Desde logo há que destrinçar “arte” e “cultura”, pois que nem todos os factos culturais (longe disso) são da ordem da experiência estética, e se as economias da cultura têm uma importância cada vez maior (e nessas se incluem igualmente as consequências económicas de “inputs” propriamente artísticos) ainda uma outra coisa são as indústrias criativas, em que das base tecnológica são também de primordial importância. Contudo as equivalências e confusões vêm-se estabelecendo (assim, por exemplo, o mais recente projecto do galerista Luís Serpa, “O Fascínio de Ulisses”, tentando também pensar Lisboa como “uma plataforma transcultural para o século XXI”, pretende relacionar-se com um “think tank” a realizar na cidade sobre cidades e indústrias criativas”).

Há um importante “know how” constituído em Serralves e é compreensível mesmo, do ponto de vista cívico, confirmada a crescente subalternização da Região Norte, que a Fundação possa ter entendido dar este outro contributo. Mas aquele, fundamental e insubstituível, tem sido o do dinamismo das suas actividades próprias e o importantíssimo pólo artístico e cultural que constitui – indústrias criativas são outra coisa que não se enquadram na sua missão estatutária, e que lhe podem inclusive vir a criar condicionamentos de acção.

Por todas estas questões, também há razões para perguntar: o que faz correr Serralves?


Nota – Tenho colaborado e tenho colaborações em curso com a Fundação de Serralves. "


Augusto M. Seabra


Texto extraído de Arte Capital.


WORKSHOP DE INICIAÇÃO À ANIMAÇÃO DE RUA/FAIAL
“TEATRO / CIRCO”

Introdução – Projecto

A Educação informal, apoiada em actividades lúdicas e dinâmicas de grupo, na Ocupação de Tempo Livre dos jovens, tem-se mostrado como uma metodologia eficaz no desenvolvimento pessoal dos mesmos em vários níveis da sua formação.

É necessário, porém, que as actividades planeadas neste âmbito sejam suficientemente atraentes, no sentido de despertarem a motivação e o entusiasmo dos jovens para se envolverem e tirarem o máximo partido delas.

A Animação de Rua, além de uma forma de dinamização cultural de múltiplos espaços, contribui para a divulgação de artes de rua, promovendo a interacção e comunicação criativa com o outro, apelando ao lado bem disposto e alegre da vida.

O Teatro, como disciplina de estudo de personagem (acção, gesto, personalidade, etc.), ajuda o formando a desenvolver o seu sentido crítico e observador, sobre si e sobre os outros, constatando que, cada personagem tem as suas características e seu comportamento social estreitamente relacionados com o seu meio, o seu percurso de vida, personalidade, etc.
Assim, o formando pode adquirir uma maior capacidade de auto-análise, como de consciência sobre a realidade que o rodeia, podendo intervir sobre esta de uma forma, também, mais consciente.

As actividades de Arte Circense, atractivas para qualquer jovem, são uma disciplina prática, na qual poderá utilizar todas as suas energias, naturais de qualquer jovem, no desenvolvimento de um trabalho de equipa, promovendo o inter-relacionamento pessoal e aumentando a capacidade de integração sociocultural na sociedade.

Objectivos Gerais

- Ocupar o tempo livre dos jovens com iniciativas apelativas e educativas;
- Canalização da energia dos jovens para projectos criativos e empreendedores.
- Contribuir para o desenvolvimento pessoal dos formandos, valorizando as suas qualidades e capacidades e trabalhando na eventual superação de dificuldades: coordenação motora, criatividade, respeito pelo outro, auto-confiança, interpretação, entre outras.
- Envolver os jovens, num trabalho de equipa, para a realização de uma actividade final (a combinar).
- Iniciação teórica e prática de Teatro e Arte Circense;

METODOLOGIA DO CURSO

- Responsabilizar os formandos na manutenção do curso: arrumação do material, limpeza da sala, relatório de aulas, discussão de funcionamento.

TEATRO:

. Dinâmicas temáticas de grupo (confiança, auto conhecimento, coordenação
motora).
. Arte Clown - estudo e construção de personagens;
. Técnica da Máscara ;
. Expressão física (acção e gesto);
. Técnicas de Improvisação;
. Jogos de Representação;

CIRCO:
. Construção de materiais de malabarismo (bolas)
- Iniciação ao malabarismo
. Modelação de balões
- Construção de figuras (cão, espada, flor, chapéu)
. Técnicas de representação da Arte do Clown;
. Iniciação à prática de Andas (personagens gigante);

PÚBLICO ALVO

- Jovens dos 10 aos 99 anos.

HORÁRIO E DATA

Duração: 08 horas
Sábado, dia 29- das 9.30 horas às 13.30h
Domingo- dia 30- das 9.30 horas às 13.30h

Espaço: Sala de Judo do Pavilhão Gimnodesportivo da Horta

Inscrições:
Até dia 27 de Março

CONCURSO DE FOTOGRAFIA

Concours photo : Cultures au coin de ma rue
eEurope Culture(s) - Appels
À l’heure où l’Europe se développe et ne fait qu’une dans sa diversité, la Commission européenne vous invite à capturer votre vision du dialogue interculturel et à la partager avec le reste du monde dans le cadre de ce concours.

Les résidents européens, de tout âge et toute origine, peuvent ainsi proposer en prenant des photos inspirées sur l’éducation, la religion, la migration, les sciences, la culture, les minorités ou la jeunesse. Il n’y a aucune limite à l’imagination et à la créativité.

Il est possible de retoucher et modifier les photos en toute liberté, voire créer des collages et des montages. Les photos pourraient être utilisées dans le cadre de campagnes visant à encourager les personnes de cultures différentes à travers l’Europe à renverser les barrières de communication et entamer une conversation censée. En plus, il y a des prix à remporter !

La date limite pour l’envoi des photos est le 30 juin 2008.

En savoir plus : http://www.street-cultures.eu/



"SWEENEY TODD: O TERRÍVEL BARBEIRO DE FLEET STREET"
de Tim Burton
Com Johnny Depp, Helen Bonham Carter, Alan Rickman
(Thriller; 1h 57m - M/12 anos)
22 (sábado), 24 a 27 de Março às 21h00



HEI! A NAIFA NO FAIAL






+Informações/ aferreira@servartes.com


Habiserve Arte e Design, Lda
Rua da Constituição, 2105 r/c 4250-170 Porto
Tel. 228 311 048 Fax. 228 313 506
http://www.servartes.com/


"Assina já! Petição - Palco Oriental

Assinem a petição. Este espaço não pode fechar.

Petição pela sobrevivência do Palco Oriental

A Associação Cultural Palco Oriental, entidade artística sem fins lucrativos não pode, nem deve, depender de um esforço particular mas sim de um esforço colectivo, daí a necessidade de TODOS lutarmos pelo preservação da mesma. O acórdão do STJ, decidiu atribuir o edifício onde está sedeada a Associação Cultural Palco Oriental à Igreja de S. Bartolomeu do Beato.

Desde 16 de Abril de 2001, que o processo movido contra a Associação Cultural Palco Oriental se encontrava nos tribunais.

O Tribunal de 1ª Instância deu razão à Associação Cultural Palco Oriental ao atribuir o edifício, a Relação sentenciou que a "coisa" não estava ganha, e o Supremo, de forma justiceira acabou com um projecto cultural e artístico que resistia desde há mais de duas décadas.

A Igreja recebe de bandeja um edifício onde nunca esteve nem aplicou um cêntimo.

A Associação Cultural Palco Oriental custeou obras, de largas dezenas de milhares de euros.

O edifício é doado à Igreja em 1999. O seu doador foi a Associação de Serviço Social, que abandonou as instalações, logo após o 25 de Abril de 1974.

A esta Associação de Serviço Social, não se lhe conhece qualquer actividade realizada após a revolução, nem nunca nos contactou a reivindicar a devolução do imóvel.

Dezenas de pessoas são assim privadas de dar continuidade aos seus projectos artísticos e à livre expressão das suas vontades e ideais.

Dezenas de pessoas que militantemente se dedicaram e investiram humana e materialmente durante tantos anos neste espaço para dotar culturalmente as populações da Zona Oriental de Lisboa, são assim despejadas.

Desde sempre que este foi um espaço de acolhimento para centenas de artistas, das mais variadas formas de expressão: do teatro, da música, da dança, das artes plásticas, do áudio visual, e da simples partilha de experiências de vida.

A Formação dos Recursos Humanos é essencial para o desenvolvimento da Associação e dos Agentes Culturais que com ela colaboram, a aposta nesta área reflecte o interesse em possuir técnicos mais qualificados e melhor preparados para responder às exigências que as novas técnicas de expressão artística e da transversalidade entre elas nos trazem.

De acordo com o estudo "A Economia da Cultura na Europa" (KEA, 2006) na União Europeia, o sector da Cultura contribui mais para a economia dos Vinte e Cinco do que outros sectores considerados muito relevantes para a economia da União. Em Portugal, o sector da Cultura é o terceiro principal contribuinte para o PIB.

O relatório da conferência UNESCO "The International Creative Sector" de 2003, afirma que "as novas técnicas de pesquisa dos estudos de urbanismo, têm ajudado as comunidades a reconhecer as suas estruturas e actividades culturais como uma importante mais valia".

À semelhança do que está a acontecer em muitos países europeus, as cidadãs e os cidadãos abaixo-assinados vêm, nos termos constitucionais e legais, propor à Assembleia da República que tome com urgência medidas legislativas e políticas para:

Que as instalações continuem ao serviço cultural e artístico da Zona Oriental de Lisboa;
Que o património seja transferido para a Associação Cultural Palco Oriental;

ASSINE E REENCAMINHE ESTA MENSAGEM PARA A SUA LISTA PESSOAL.
http://www.petitiononline.com/palcoori/petition.htm


Fiz uma sessão fotográfica no Palco Oriental. Se quiserem ver, algumas das fotos estão no meu blog (com o nome: green thoughts and wrong direction)."

http://www.sabesguardarsegredo.blogspot.com/








15, 22 e 29 de Março; 5, 12, 19 e 26 de AbrilCinema S. Jorge - Sala 1Lisboa

O Arena Best Rock 2008 alarga as suas fronteiras passando a ter arenas distribuídas por Portugal e Espanha, transformando-se assim no primeiro concurso Ibérico.Como na edição anterior o Arena Best Rock 2008 está aberto a participantes de todo o Mundo, independentemente de ter ou não registos discográficos.Na primeira edição, o Arena Rock contou com a participação de bandas oriundas de vários Países, tais como: Portugal, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América e Argentina.Para esta edição está já assegurada, como prémio, actuação no carismático festival espanhol Cultura Quente, em Caldas de Reis - www.culturaquente.com (Pontevedra – Espanha).As seis Eliminatórias realizar-se-ão nos dias 15, 22 e 29 de Março; 5, 12 e 19 de Abril de 2008 estando a final agendada para dia 26 de Abril.
Entrada: 8,00€
Início do Evento: 22h00

Mais informações em http://www.arenabestrock.com/pt/






26 e 17 de Abril
Workshop com Marc Papillon

PRAZER DE TOCAR
Expressão Física e Emocional do Músico, Gesto e Postura



Mais informações disponíveis em http://www.c-e-m.org/